quarta-feira, 3 de abril de 2013

SIMBOLISMO no BRASIL (Aspectos Gerais)


1. ASPECTOS GERAIS do Simbolismo no Brasil


CRONOLOGIA – Cronologicamente, o Simbolismo durou no Brasil de 1893 a 1902. Depois da Semana de Arte Moderna (1922), alguns poetas, Cecília Meireles entre eles, passaram a praticar um simbolismo tardio, também conhecido como Neo-Simbolismo.


INÍCIO NO BRASIL – As primeiras obras do Simbolismo brasileiro foram:


a) Missal (prosa poética, 1893), de Cruz e Sousa.

b) Broquéis (poesias, 1893), de Cruz e Sousa.


DECADENTISTAS – A primeira manifestação simbolista brasileira deu-se no Rio de Janeiro. Um grupo de jovens, insatisfeitos com a objetividade e com o materialismo apregoados pelo Realismo-Naturalismo-Parnasianismo, começou a divulgar as idéias estético-literárias vindas da França. Ficaram conhecidos como decadentistas. O grupo decadentista era formado principalmente por Oscar Rosas, Cruz e Sousa e Emiliano Perneta.


PRIMEIRO MANIFESTO – O primeiro manifesto do Simbolismo brasileiro foi publicado no jornal Folha Popular, do Rio de Janeiro.


ANTIPARNASIANISTA – O Simbolismo é a negação do Realismo-Naturalismo-Parnasianismo. O movimento nega o materialismo e o racionalismo, pregando as manifestações metafísicas e espiritualistas.
NEO-SIMBOLISMO – A influência do Simbolismo brasileiro não se limita à data de 1902 (início do Pré-Modernismo). Muitos modernistas da primeira fase adotaram postura neo-simbolista, entre eles Cecília Meireles.


PRINCIPAIS LINHAS – O Simbolismo brasileiro seguiu três linhas bem distintas:


a) Poesia humanístico-social – Linha adotada por Cruz e Sousa e continuada por Augusto dos Anjos. Preocupava-se com os problemas transcendentais do ser humano.
b) Poesia místico-religiosa – Linha adotada por Alphonsus de Guimarães. Preocupava-se com os temas religiosos, afastando-se da linha esotérica adotada na Europa.
c) Poesia intimista-crepuscular – Linha adotada por pré-modernistas ou modernistas como Olegário Mariano, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Manuel Bandeira. Preocupava-se com temas cotidianos, sentimentos melancólicos e gosto pela penumbra.


CARACTERÍSTICAS DO SIMBOLISMO


a) Misticismo e espiritualismo – A fuga da realidade leva o poeta simbolista ao mundo espiritual. É uma viagem ao mundo invisível e impalpável do ser humano. Uso de vocabulário litúrgico: antífona, missal, ladainha, hinos, breviários, turíbulos, aras, incensos.


b) Falta de clareza – Os poetas achavam que era mais importante sugerir elementos da realidade, sem delineá-los totalmente. A palavra é empregada para ter valor sonoro, não importando muito o significado.


c) Subjetivismo – A valorização do “eu” e da “irrealidade”, negada pelos parnasianos, volta a ter importância.


d) Musicalidade – Para valorizar os aspectos sonoros das palavras, os poetas não se contentam apenas com a rima. Lançam mão de outros recursos fonéticos tais como:

Aliteração – Repetição sequencial de sons consonantais. A seqüência de palavras com sons parecidos faz que o leitor menospreze o sentido das palavras para absorver-lhes a sonoridade. É o que ocorre nos versos seguintes, de Cruz e Sousa:


Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpia dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes,
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
(Violões que Choram)


Assonância – É a semelhança de sons entre vogais de palavras de um poema.


e) Sinestesia – Os poetas, tentando ir além dos significados usuais das palavras, terminam atribuindo qualidade às sensações. As construções parecem absurdas e só ganham sentido dentro de um contexto poético. Vejamos algumas construções sinestésicas: som vermelho, dor amarela, doçura quente, silêncio côncavo.


f) Maiúsculas no meio do verso – Os poetas tentam destacar palavras grafando-as com letra maiúscula.


g) Cor branca – Principalmente Cruz e Sousa tinha preferência por brancuras e transparências.


3. AUTORES E OBRAS MAIS IMPORTANTES (NO BRASIL)


CRUZ E SOUSA

NASCIMENTO E MORTE – João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis (SC), em 24 de novembro de 1861. Faleceu em Sítio (MG), em 19 de março de 1898.
FILHO DE ESCRAVOS – Os pais de Cruz e Sousa eram negros e escravos. Foram alforriados por seu senhor, o coronel (depois marechal) Guilherme Xavier de Sousa, de quem João da Cruz recebeu o último sobrenome e a proteção.
1871 – É matriculado no Ateneu Provincial Catarinense, onde estudou até o fim de 1875.
1881 – Parte para uma viagem pelo Brasil, acompanhando a Companhia Dramática Julieta dos Santos.
1884 – É nomeado promotor de Laguna, mas não pôde tomar posse porque os políticos racistas impugnaram a nomeação.
1885 – Estréia na literatura com Tropos e Fantasias, em colaboração com Virgílio Várzea.

Atividade (Cruz e Souza, Pedro Kilkerry, Alphonsus de Guimaraens)

Caríssimos acadêmicos e acadêmicas,

Postem aqui neste ESPAÇO Vida e Obra de (Cruz e Souza, Pedro Kilkerry, Alphonsus de Guimaraens)

Estamos aguardando as suas contribuições.

Abraço.
Professoras Generosa e Damáris

quarta-feira, 27 de março de 2013

Enquete para o filme "ABRIL DESPEDAÇADO"

Atividade para a leitura do filme: Abril despedaçado (2001) de Walter Salles


Ficha técnica:
Título original: Abril despedaçado
Gênero: Drama
Duração: 1h45min
Ano de lançamento: 2001
Direção: Walter Salles
Elenco: Rodrigo Santoro, José Dumont, Rita Assemany, Ravi Ramos Lacerda, Caio Junqueira e Othon Bastos.



Sinopse: Em abril de 1910, na geografia desértica do sertão brasileiro vive Tonho (Rodrigo Santoro) e sua família. Tonho vive atualmente uma grande dúvida, pois ao mesmo tempo que é impelido por seu pai (José Dumont) para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, sabe que caso se vingue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da violência e da tradição.
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-28631/


Para refletir e RESPONDER:


a) Aponte e discuta as metáforas e os simbolismos do filme.
b) Quais discussões sociais que o filme aponta?
c) Discuta como os recursos estéticos da película(filme) dialogam com a estética do Simbolismo.
d) Por que a personagem Tonho passa a questionar a lógica da tradição e da violência e se depara em meio a um drama psicológico?
e) Qual a função desses elementos no desenvolvimento do drama psicológico da personagem Tonho?
f) Qual a função simbólica da personagem Pacu?



sábado, 16 de março de 2013

Teça considerações acerca dos textos de Baudelaire e Edgar Allan Poe

Alunos,
Teçam considerações acerca dos textos de Baudelaire e Edgar Allan Poe que vocês pesquisaram e leram.
Até a próxima aula.
Professoras Generosa Souto e Damáris.

O Simbolismo - Segundo Ana Balakian (Introdução)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – C.C.H.
CURSO: Letras/Português – 6º período
DISCIPLINA: Literatura Brasileira: do Simbolismo à semana da Arte Moderna.
PROFESSORAS: Dra. Maria Generosa Souto/ Damáris de Souza Ramos (estagiária)
DATA: 04/03/2013

Texto para discussão/Roteiro: BALAKIAN, Ana. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1985.


1- Introdução: O significado da palavra


 Termo impreciso, o Simbolismo tornou-se um rótulo;
 Escola francesa: período de 1885 a 1895;
 M. C. Bowra, The heritage of Symbolism – considera Baudelaire, Verlaine e Mallarmé como a vanguarda do movimento – baseando-se em suas grandes inovações em termos de técnicas literárias. ( Cecil Maurice Bowra)
 Questão da critica/ Críticos numerosos (p.12-13)
 O castelo de Axel – Edmund Wilson

 Les fleurs du Mal – Baudelaire (1857)
 Para chegar a uma definição completa do simbolismo, fora das impressões e generalizações heterogêneas, um convite à reflexão:
a) Foi o simbolismo uma reação ao Romantismo ou uma continuação da estética romântica?
b) Foi um movimento paralelo ao Naturalismo ou sua antítese?
c) Quais foram seus pontos de contato com noções como decadente, impressionista, hermético ou imagista?
d) Até que ponto possui fontes comuns com o surrealismo?
e) Como e onde manteve melhor sua originalidade frente a outros movimentos literários?
f) Qual foi a contribuição do simbolismo ao modernismo?
 Movimento parisiense (para distingui-lo do francês), parisiense por seu aspecto cosmopolita, que preparou um determinado clima internacional propício aos subseqüentes grupos de vanguarda: cubismo, futurismo, dadaísmo e surrealismo.
2- O swedenborguismo e os românticos
 Swedenborg – santo padroeiro de ideologias – Misticismo/ Heaven and hell(obra)
 Willian Blake – The marrige of heaven and Hell
 Filosofia do mundo da divindade (p. 18), da obra heaven and hell “Se o homem...”
 O estranho é que durante a Era das Luzes uma enunciação assim tem se tornado tão popular.
 Confunde símbolos com alegorias (jardim-sabedoria)
 Apesar disso foi para os EUA e influenciou Poe.
 Um ponto importante: a poesia, desde o começo do movimento romântico, apossou-se do terreno da mística/substituto religião (algo semelhante com os simbolistas e surrealistas)
 Difícil fronteira e poucas diferenças: no Romantismo busca sua perspectiva no sonho, o estágio intermediário entre esse mundo e o futuro; mas o simbolista cultivava os sonhos como o único nível vital da experiência do poeta; e o surrealista investigava o mundo do sonho não apenas para gozar o estado onírico mas para cultivar as possibilidades de sua mente.
 O mesmo culto, mas três razões diferentes: o romântico aspirava ao infinito, o simbolista pensava que podia descobri-lo, e o surrealista achava que podia criá-lo. (p. 20)
 Balzac: que transitou entre o simbolismo e o realismo, tendo em vista as obras: Livre Mystique (trilogia, personagens partidários dos pensamentos de Swdenborg) e Comédie Humaine (realista).
3. Baudelaire
 Para Baudelaire não existe distinção verdadeira entre alegoria e símbolo.
 Afirma que é possível encontrar provas (segundo os críticos) que ele pode ser swedenborguiano ou não.
 Se vamos julgar o estilo simbolista e o movimento simbolista como algo diferente da continuação ou repetição do Romantismo, não é certamente na influência de Swedenborg que vamos localizar sua originalidade.
 Questão da dualidade que está expressa pela ligação das qualidades abstratas com os objetos.
 Pontos de contraste entre Baudelaire e Swedenborg: sobre Sinestesias. Para Swedenborg as sinestesias - liga o céu e a terra e para Baudelaire, encontra suas conexões entre as experiências sensoriais aqui na terra (p. 33).
 Tradução errônea: transformou poema sensual em metafísico.
 Características de Baudelaire. (p. 35)
 Personificação da mente através da manifestação da natureza é na verdade a linguagem do futuro simbolismo.
 O que distancia o simbolista dos românticos? (p. 35)
 A poesia é festa de imagens
 O simbolismo e a música
 Le poème du Haschisch
 Baudelaire – imagens aquáticas (p. 37)
 Baudelaire e Richard Wagner ( 40-41)
 O iniciador e o precursor (diferença)
 O discurso indireto (técnica) confere às palavras o poder da imagem (p. 42)
 Baudelaire: apesar da indiferença e falta de propósito: converte a poesia numa atividade intelectual em vez de emocional (mudou a concepção da função do poeta).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PLANO DE ENSINO : LITERATURA BRASILEIRA( DO SIMBOLISMO ÀS TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS)


Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Pró-Reitoria de Ensino - Coordenadoria de Graduação
Centro de Ciências Humanas – CCH
Curso de Letras Português

PLANO DE ENSINO
ANO: 2013
SEMESTRE: 1º
DEPARTAMENTO: Comunicação e Letras - TURNO: [ x ]Vespertino
CURSO: Letras/Português [ 6º] Período
DISCIPLINA: Literatura Brasileira - TOTAL 72 h/a
PROFESSORA: Maria Generosa Ferreira Souto e Damáris de Souza Ramos
CIDADE: Montes Claros - MG



EMENTA: A poética simbolista. Tendências pré-modernistas. Vanguardas européias e a semana da Arte Moderna.


OBJETIVOS GERAIS: Compreender a Literatura Brasileira do final do século XIX, enfocando o Simbolismo e as Vanguardas Européias, até a semana da Arte Moderna. Além disso, criar condições acadêmicas que estimulem uma atitude crítica-reflexiva.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Proporcionar uma visão da Literatura Brasileira em seu desdobramento teórico, histórico e crítico.
 Estudar as manifestações literárias a partir do Simbolismo até a Semana da Arte Moderna.
 Desenvolver formação crítica no exercício da análise textual e no estudo histórico e teórico dos períodos abordados.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
I – O Simbolismo na Literatura Brasileira:
a) Os primeiros escritos da literatura simbolista, b) Aspectos da literatura simbolista, c) Contexto histórico e cultural do Simbolismo, d) As tensões entre a estética simbolista e as pretensões positivistas, e) Cruz e Sousa, f) Alphonsus de Guimaraens, e) Pedro Kilkerry
II – As Vanguardas Européias e as tendências modernistas:
a) Movimentos artísticos do início do século XX, b) Futurismo, c) Expressionismo, d) Cubismo, e) Dadaísmo, f) Surrealismo, g) As vanguardas e outras artes.
III – A Semana da Arte Moderna
a) Rupturas e experimentação da linguagem, b) Afirmação da expressão cultural brasileira, c) Poesia Pau Brasil, d) A mudança do paradigma ufanista romântico, e) A crise do verso, f) A coloquialidade: “escrever como si fala”, g) O verso livre e um universo de diferenças, h) O retorno do humor e da irreverência, i) O lirismo moderno
METODOLOGIA/ ATIVIDADES DIDÁTICAS

- Aulas expositivas dialogadas; Debates;
- Apresentação de trabalho – individual e em grupo; Seminários; - Mini-Seminários;
- Pesquisas online; - Leitura dos textos e fichamentos; -Escrita e reescrita de artigos e ensaios.

ESTRUTURA(S) DE APOIO/RECURSOS DIDÁTICOS
- Quadro e giz
- Textos teóricos e críticos
- Textos literários
- Datashow/Vídeos
- Bibliotecas Virtuais, DVD/filmes, CD-Rom
- Mídias na educação: Internet, weblog.
AVALIAÇÃO
Aspectos a serem avaliados Instrumentos de avaliação
- Assiduidade e pontualidade;
- Iniciativa e interesse;
- leituras dos textos críticos e/ou literários e fichamentos dos mesmos;
- Conhecimento e domínio de conteúdos estudados;
- Discussão e crítica das leituras realizadas.
- Participação nos debates e comentários críticos e analíticos nos espaços virtuais (Blogs interativos da disciplina e dos acadêmicos)
- 02 Provas escritas (individuais)=50,0;
- Trabalhos individuais e/ou em grupos = 50,0 pontos, subdivididos em:
a) Resumos,
b) Leitura e fichamentos dos textos;
c) Resenhas;
d) Ensaios;
e) Debates e comentários nos blogs;
f) Apresentações orais;
g) Seminários;
CRONOGRAMA
18/02/13 – 4h/a: Apresentação de Plano de Ensino
-Esclarecimento sobre a proposta da disciplina e a avaliação
-Textos: 1) ANJOS, Augusto dos. Eu. São Paulo: L&M POCKET, 2000. 2) BALAKIAN, Ana. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1967.
25/02/13 – 4h/a: I – O Simbolismo na Literatura Brasileira: Os primeiros escritos da literatura simbolista. - Textos: 1) CAROLLO, Cassiana Lacerda. Decadismo e Simbolismo no Brasil – crítica e poética. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1980, 2v. 2) CRUZ E SOUSA. Poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
04/03/13 – 4h/a: I – O Simbolismo na Literatura Brasileira: Aspectos da literatura simbolista- Textos:
1) MURICY, Andrade. Panorama do movimento simbolista no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1973, 2v. 2) CRUZ E SOUSA. Poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002
11/03/13 – 4h/a: I – O Simbolismo na Literatura Brasileira: Contexto histórico e cultural do Simbolismo – Textos: 1) WILSON, Edmund. O castelo de Axel. São Paulo: Cultrix, 1967. 2) BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: CULTRIX, 1994.

18/03/13 – 4h/a: I – O Simbolismo na Literatura Brasileira: As tensões entre a estética simbolista e as pretensões positivistas – Textos: 1) GOMES, Álvaro Cardoso. A estética simbolista. São Paulo: Cultrix, 1985. e

25/03/13 – 4h/a: I – O Simbolismo na Literatura Brasileira: Alphonsus de Guimaraens, Pedro Kilkerry – Textos: 1) GUIMARÃES, Alphonsus de. Poesias completas. Rio de Janeiro: Agir, 1987. 2) CORREIA, Raimundo. Poesias selecionadas. Rio de Janeiro: Agir, 1987.
01/04/13 – 4h/a: II – As Vanguardas Européias e as tendências modernistas: Movimentos artísticos do início do século XX - Textos: 1) TELLES, Gilberto Mendonça. Modernismo Brasileiro e Vanguardas européias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984.

08/04/13 – 4h/a: II – As Vanguardas Européias e as tendências modernistas: Futurismo, Expressionismo - Textos: 1) COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil. 3° ed. Rio de Janeiro: Sul Americana, 1964.



15/04/13 – 4h/a: II – As Vanguardas Européias e as tendências modernistas: Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo. Textos: 1) CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 10. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.

22/04/13 – 4h/a: II – As Vanguardas Européias e as tendências modernistas: As vanguardas e outras artes. Textos: SCHWARTZ, Jorge. Vanguardas latino-americanas: polêmicas, manifestos e textos críticos. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2008.

29/04/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: Rupturas e experimentação da linguagem – Textos: 1) BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Tradução de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 2) BAUDELAIRE, Charles. A modernidade de Baudelaire. Tradução de Suely Cassal. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

06/05/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: Afirmação da expressão cultural brasileira – Textos 1) STEGAGNO-PICCHIO, Luciana. História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004. 2)

13/05/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: Poesia Pau Brasil – Textos: 1) ANDRADE, Oswald de. O manifesto antropófago. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas. 3ª ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: INL, 1976.


20/05/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: A mudança do paradigma ufanista romântico – Textos: 1) STEGAGNO-PICCHIO, Luciana. História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004

27/05/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: A crise do verso – Textos: 1) ANDRADE, Oswald de. Do Pau-Brasil à Antropofagia e às Utopias. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1972.

03/06/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: A coloquialidade: “escrever como si fala” – Textos 1) REGIS, Maria Helena Camargo. O coloquial na poética de Manuel Bandeira. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1986.

10/06/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna: O verso livre e um universo de diferenças - Textos
1) MORICONI, Ítalo. Como e porque ler a poesia brasileira do século XX. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002

17/06/13 – 4h/a: III – A Semana da Arte Moderna - O retorno do humor e da irreverência, O lirismo moderno – Textos: 1) BOSI, Alfredo (Org.). Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996. (Cap

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANJOS, Augusto dos. Eu. São Paulo: L&M POCKET, 2000.
BALAKIAN, Ana. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1967.
CRUZ E SOUSA. Poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
GUIMARÃES, Alphonsus de. Poesias completas. Rio de Janeiro: Agir, 1987.
TELLES, Gilberto Mendonça. Modernismo Brasileiro e Vanguardas européias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CAROLLO, Cassiana Lacerda. Decadismo e Simbolismo no Brasil – crítica e poética. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1980, 2v.
COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil. 3° ed. Rio de Janeiro: Sul Americana, 1964.
CORREIA, Raimundo. Poesias selecionadas. Rio de Janeiro: Agir, 1987.
GOMES, Álvaro Cardoso. A estética simbolista. São Paulo: Cultrix, 1985.
MURICY, Andrade. Panorama do movimento simbolista no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1973, 2v.
WILSON, Edmund. O castelo de Axel. São Paulo: Cultrix, 1967.
BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR
ANDRADE, Mário de. O movimento modernista. In: ____. Aspectos da literatura brasileira.
São Paulo: Martins, 1974. p. 231-254.

ANDRADE, Oswald de. Do Pau-Brasil à Antropofagia e às Utopias. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1972.

ANDRADE, Oswald de. O manifesto antropófago. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas. 3ª ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: INL, 1976.

BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Tradução de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1985.
______. A modernidade de Baudelaire. Tradução de Suely Cassal. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1988.

BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: CULTRIX, 1994.

BOSI, Alfredo (Org.). Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996.

CADERMATORI, Lígia. Períodos Literários. São Paulo: Ática, 1989.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 10. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006

MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através de textos. São Paulo: CULTRIX, 2001.

MORICONI, Ítalo. Como e porque ler a poesia brasileira do século XX. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

PROENÇA FILHO, Domício. Estilos de época na literatura. São Paulo: Ática, 1988.

SCHWARTZ, Jorge. Vanguardas latino-americanas: polêmicas, manifestos e textos críticos. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2008.

REGIS, Maria Helena Camargo. O coloquial na poética de Manuel Bandeira. Florianópolis:
Ed. da UFSC, 1986.

STEGAGNO-PICCHIO, Luciana. História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004

FILMES
FILMES:
1) Sobre o Simbolismo: O labirinto de Fauno (2006), Abril Despedaçado (2001) e O Perfume (1985).
2) Vanguardas Européias e as tendências modernistas: Avatar (2009), Los Angeles: Cidade Proibida (1997), O homem que não estava lá (2001)
3) Semana da Arte Moderna: Semana de Arte Moderna/documentário (1972), Macunaíma (1969).
MÚSICAS: Janelas abertas nº 2, de Caetano Veloso; Claude Debussy

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

HAGIOGRAFIAS

Leia o texto da Professora Doutora Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva, extraído do site
http://www.ifcs.ufrj.br/~frazao/hagiografia.htm
Depois de ler, poste a sua Hagiografia pesquisada.

O termo hagiografia possui raízes gregas (hagios = santo; grafia= escrita) e é utilizado, desde o século XVII, momento em que se iniciou o estudo sitemático e crítico sobre os santos, sua história e culto, para designar tanto este novo ramo do conhecimento como o conjunto de textos que tratam de santos com objetivos religiosos (Delehaye, 1973, p.24).

São considerados textos de natureza hagiográfica os martirológios, necrológios, legendários, revelações (visões, sonhos, aparições, escritos inspirados, etc.); paixões, vidas, calendários, tratados de milagres, processos de canonização, relatos de trasladação e elevações (Linage Conde, 1997, p. 283-4), já que possuem como temática central a biografia, os feitos ou qualquer elemento relacionado ao culto de um indivíduo considerado santo, seja um mártir, uma virgem, um abade, um monge, um pregador, um rei, um bispo ou até um pecador arrependido.

A literatura hagiográfica cristã iniciou-se ainda na Igreja Primitiva quando, a partir de documentos oficiais romanos ou do relato de testemunhas oculares, eram registrados os suplícios dos mártires. Porém, a hagiografia desenvolveu-se e consolidou-se na Idade Média, com a expansão do cristianismo e a difusão do culto aos santos. Ainda hoje este gênero continua profícuo, tal como é possível verificar pelos diversos títulos que continuam a ser publicados, principalmente pelas editoras religiosas.

Durante o Medievo foram produzidas uma grande quantidade de hagiografias. Tais obras possuíam caráter privado e foram redigidas principalmente pelos eclesiásticos. Num primeiro momento foi utilizado o latim, língua dos cultos e da igreja, para a sua redação, já que o seu público era formado prioritariamente por clérigos regulares e seculares. A partir dos séculos XI, XII e XIII, face às inúmeras transformações que se processaram na Europa Ocidental, as hagiografias foram sendo escritas, ou traduzidas, nas diversas línguas vernáculas, passando a alcançar, portanto, um público mais amplo.

O objetivo destas obras era múltiplo: propagar os feitos de um determinado santo, atraindo, assim, ofertas e doações para os Templos e Mosteiros que os tinham como patronos; produzir textos para o uso litúrgico, tanto nas missas como nos ofícios monásticos; para leitura privada ou como textos de escola; instruir e edificar os cristãos na fé; divulgar os ensinamentos oficiais da Igreja, etc. (Dubois, J., Lemaitre, J-L., 1993, p. 74). Desta forma, tais textos eram importantes veículos para a propagação de concepções teológicas, modelos de comportamento, padrões morais e valores.

As hagiografias medievais não apresentam unidade quanto à forma, organização ou processo de composição. Estas não só privilegiam aspectos diferenciados da vida dos santos, enfatizando ora a morte, ora a vida, ora os milagres, etc, como também foram sofrendo adaptações em função de novos critérios estéticos e diferentes exigências literárias. Além disso, muitas obras foram sendo reescritas e adaptadas, sem contar com as compilações e as já mencionadas traduções.

Os textos hagiográficos não só apresentam diferenças formais, como também incorporam concepções diferenciadas de santidade. Vauchez, um dos mais importantes estudiosos europeus sobre a religião e religiosidade medievais, demonstrou como no decorrer da Idade Média foram se transformando os ideais de espiritualidade e, por extensão, as concepções de santidade e a própria hagiografia.

Baños Vallejo, seguindo a perspectiva literária e o método histórico-descritivo-comparativo, concluiu que existiu um gênero hagiográfico na Idade Média e que este se distinguia não pela forma dos textos, mas por seu conteúdo. Para este autor, seriam traços comuns dos textos hagiográficos medievais a apresentação de três elementos fundamentais: as ações realizadas em vida pelo santo e que retratam o seu desejo pela santidade, a morte vista como processo de aperfeiçoamento e, finalmente, os milagres post-mortem, como sinal do êxito e comprovação da santidade desejada pelo santo.

Faz-se importante também ressaltar que os textos hagiográficos não eram considerados textos canônicos ou teológicos, mas obras com caráter festivo, que objetivavam comemorar a vitória do santo contra o mal, o diabo e a morte. É por isto que as hagiografias eram lidas nas festas, nos refeitórios monásticos, nas escolas e em locais públicos, como praças.

Muitos autores consideram a hagiografia como um tipo específico de texto literário, próximo à ficção, e não um texto de história. Como assinala Carbonell, "... o próprio facto de tal literatura ser designada pelo termo, tornado pejorativo entre os historiadores, de hagiografia, pode fazer crer que já não se trata de história". Porém, como assinala Leclerq, os homens da Idade Média, ao escreverem sobre santos, acreditavam estar fazendo História.