segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AUTOBIOGRAFIA E MEMÓRIA LITERÁRIA

UNIDADE 5


Este texto é parte integrante da Apostila de Teoria Literária, produzida pelos professores Antônio Wagner Rocha e Maria Generosa Ferreira Souto


PHILIPPE LEJEUNE E O CONCEITO DE AUTOBIOGRAFIA

Não são poucos os escritores brasileiros e de outras nacionalidades
que se dedicaram a escrever obras tematizando sobre os acontecimentos da
sua própria vida, a partir de exercícios memorialísticos e reflexões
relacionadas às suas vivências cotidianas.
A autobiografia destaca-se como
um gênero literário que se caracteriza pelo
seu estilo narrativo destinado a relatar a
experiência de vida do seu autor. Trata-se
de um texto geralmente escrito em prosa,
onde o próprio autor é biografado por si
mesmo. Sendo assim, o texto é formulado
na primeira pessoa do singular,
predominando sempre a voz de quem
escreve, narra, reflete.
Um dos maiores estudiosos e
especialistas em autobiografia é o francês
Philippe Lejeune (1938). A partir das suas
obras, podemos perceber que a prática da autobiografia é algo muito antigo,
ou seja, essa necessidade do homem de fixar através do registro escrito as
suas vivências não é tão nova como muitos imaginam. Porém, o
desenvolvimento da literatura íntima, ou seja, desse gênero confessional, só
ganha um papel relevante com o estabelecimento da burguesia, responsável
por disseminar a noção de indivíduo, pois é nesse período que o homem
ocidental começa a adquirir a convicção histórica da sua existência.
De acordo com Philippe Lejeune, a autobiografia é uma “narrativa
(récit) retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria
existência enfatizando sua vida individual, em particular, a história de sua
personalidade” (LEJEUNE, 1986, p.15). Ao cunhar o conceito de “pacto
autográfico” a fim de oferecer uma maior clareza do que venha a ser, de fato,
autobiografia, ele nos apresenta a seguinte definição:
Todo texto regido por um pacto autobiográfico onde um
autor propõe ao leitor um discurso sobre si, mas também
uma realização particular deste discurso, aquela onde se
responde à questão “quem sou eu?” por uma narrativa que
diz “como eu me tornei assim” (LEJEUNE, 1986, p.19). O
espacejamento tem que ser simples das citações diretas
longas.
Assim podemos afirmar que toda autobiografia tem um
compromisso com a verdade, sendo que qualquer fato inventado e sem
veracidade faria com que ela perdesse seu caráter autobiográfico para se
DICAS
MORÃO, Paula. (Org.).Autobiografia; autorepresentação.Lisboa:Colibri/CEC, 2004.
221
Figura 56: Philippe Lejeune
Fonte: http://philippeamen.canalblog.
com/images/philippe_lejeune.jpg
tornar um texto ficcional. A autobiografia não pode ser uma invenção
resultante da imaginação do seu autor como acontece nos romances, mas
trata-se de um gênero literário que exige plena fidelidade quanto à verdade
dos fatos, mesmo que o seu autor utilize-se de alguns recursos metafóricos e
de criação.
AUTOBIOGRAFIA COMO LITERATURA CONFESSIONAL
Apresentaremos agora um breve comentário acerca de três obras
que, coincidentemente, possuem o mesmo título, Confissões, e que foram
escritas por autores pertencentes a três épocas e períodos históricos
totalmente diferentes: Santo Agostinho (354-430), Jean-Jacques Rousseau
(1712-1778) e Darcy Ribeiro (1922-1997).
Nessas obras é possível observar que os seus autores, cada um a seu
modo, relatam fatos significativos de suas vidas, enfatizando as suas
experiências e reflexões. Evidentemente, cada qual impulsionado por seus
próprios motivos. Não há dúvida de que essas obras constituem-se como
fontes importantes para o estudo da autobiografia como gênero literário.
a) Santo Agostinho
Nas suas Confissões, escrita em 397-
398, Santo Agostinho, bispo católico, teólogo,
filósofo, doutor da Igreja, nascido no norte da
África, relata de maneira minuciosa e até mesmo
poética, a trajetória da sua vida antes de se
tornar cristão e o processo da sua conversão ao
cristianismo.
Trata-se de uma obra que explora os
aspectos autobiográficos em conformidade com
o pensamento teológico e filosófico do autor,
uma vez que Santo Agostinho tem como meta
fundamental mostrar, a partir dos seus erros e
pecados, a sua pequenez diante da grandeza de
Deus.
Nos relatos que se compõem as comoventes páginas de Confissões,
encontramos os seguintes temas relacionados à vida do seu autor: a infância,
os pecados da adolescência, os estudos, a sua atividade de professor, sua
estada em Roma e em Milão e o seu encontro com Santo Ambrósio, a
relação com os amigos e com a sua mãe Mônica, a descoberta de Deus, a
conversão e o batismo, dentre outros. Vejamos um pequeno trecho da obra:
222
Letras/Português Caderno Didático II - 2º Período
Figura 57: Santo Agostinho.
Fonte: http://www.cot.org.br/
igreja/img/santo-agostinho.jpg
Durante esse período de nove anos desde os dezenove até os
vinte e oito, cercado de muitas paixões, era seduzido e
seduzia, era enganado e enganava: às claras, com as ciências
a que chamam liberais, e às ocultas sob o falso nome de
religião. Aqui ostentava-me soberbo, além supersticioso e
em toda parte vaidoso. Ora corria atrás da futilidade da glória
popular, até aos aplausos dos teatros, dos jogos florais, ao
torneio de coroa de feno, às bagatelas de espetáculos e
paixões desenfreadas, ora desejando purificar-me destas
nódoas, conduzindo aos que eram chamados “eleitos” e
“santos” , alimentos com que, na oficina dos seus estômagos,
fabricassem anjos e deuses que me dessem a liberdade.
Seguia estas práticas, dando-me a elas com meus amigos,
iludidos por mim e comigo. (SANTO AGOSTINHO,
Confissões.)
Faz-se necessário ressaltar que hoje Confissões, de Santo Agostinho,
é o seu livro mais lido. Além de se caraterizar pela sua estrutura
autobiográfica, a obra também possui um teor místico, sobretudo ao retratar
o drama de uma alma que se redime. As angústias, dúvidas e atribulações
vividas pelo autor são apresentadas de forma profunda e original.
b) Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau,
filósofo nascido em Genebra/Suíça e
falecido em Paris, considerado um
dos precursores do Romantismo,
escreveu uma obra de suma
importância para o pensamento
ocidental, cujo título também é
Confissões e que narra os fatos da sua
vida e expõe muito das suas ideias
sobre filosofia, religião, política,
antropologia e sociedade.
Essa obra parece estar
imbuída de duas tarefas: relatar as
experiências e inquietações de uma
vida particular e, ao mesmo tempo, apresentar ao leitor uma visão
extremamente reflexiva e de alto valor filosófico sobre a natureza humana.
Apesar disso, conforme nos mostra José Oscar Almeida Marques,
“só muito recentemente as Confissões foram reconhecidas como obra de
valor filosófico” (MARQUES, 2004). Ele nos lembra ainda que “em
contrapartida, a influência literária dessa obra foi enorme e imediata, tendo
criado, sozinha, o próprio gênero da autobiografia, sendo que nem esta
palavra existia antes” (MARQUES, 2004) Em uma das suas passagens, assim
expressa Rousseau:
223
Teoria da Literatura UAB/Unimontes
Figura 58: Jean-Jacques Rousseau.
Fonte: http://www.estacaoliberdade.com.
br/autores/rousseau.jpg
Meu pai, depois do nascimento de meu único irmão, partiu
para Constantinopla, para onde fora chamado, e tornou-se
relojoeiro do harém. Em sua ausência, a beleza de minha
mãe, seu espírito, seus dons, atraíram-lhe homenagens. M.
de la Closure, ministro residente de França, foi um dos mais
solícitos em apresentá-las. Era preciso que tal paixão fosse
bem viva para que, ao fim de trinta anos, eu o visse
enternecer-se ao falar-me dela. Para defender-se, minha
mãe tinha mais do que a virtude: amava ternamente o
marido. Apressou-o a voltar: ele abandonou tudo e voltou.
Fui o triste fruto de tal regresso. Dez meses depois nasci fraco
e doentio. Meu nascimento custou a vida de minha mãe e foi
a primeira de minhas infelicidades. (Rousseau, Confissões.)
O espacejamento tem que ser simples das citações diretas
longas.
c) Darcy Ribeiro
O antropólogo Darcy Ribeiro,
nascido em Montes Claros, membro
da Academia Brasileira de Letras,
também escreveu a sua autobiografia,
livro concluído quarenta dias antes da
sua morte, em 1997. Também com o
título de Confissões, a exemplo de
Santo Agostinho e Jean-Jacques
Rousseau, o livro traz um relato repleto
de humor e ironia, escrito através de
um estilo marcadamente coloquial,
sobre a vida do autor, os casos curiosos
da sua família e as suas ideias políticas.
Sem dúvida, trata-se de uma
obra fundamental para compreender a
trajetória desse importante intelectual montes-clarense que se destacou
também como político. Intelectualmente dotado de ideias originais, Darcy
Ribeiro, autor de várias outras obras, revelou-se como um grande estudioso
da cultura brasileira, sendo que em Confissões é possível observar
claramente a riqueza com que o mesmo constrói, através da sua implacável
memória, uma obra densa sobre si mesmo e também sobre pontos
importantes da história do Brasil. Assim ele nos diz:
Escrevi estas Confissões urgido por duas lanças. Meu medopânico
de morrer antes de dizer a que vim. Meu medo ainda
maior de que sobreviessem as dores terminais e as drogas
heroicas trazendo com elas as bobeiras do barato (...) Este
livro meu, ao contrário dos outros todos, cheios de datas e
precisões, é um mero recanto espontâneo. Recapitulo aqui,
como me vem à cabeça, o que sucedeu pela vida afora,
desde o começo, sob o olhar de Fininha, até agora, sozinho
neste mundo . (...) Quero muito que minhas Confissões
ATIVIDADES
Após compreender o que é
autobiografia, elabore um
pequeno texto de caráter
autobiográfico, relatando
um fato interessante da sua
infância, uma experiência,
algum acontecimento que
você julga ser de muita
importância na sua
trajetória pessoal.
224
Letras/Português Caderno Didático II - 2º Período
Figura 59: Darcy Ribeiro.
Fonte: http://www.portalgiro.com/
girocultural/supernews/admin/upload_
imagens/darcyribeiro.jpg

REFERÊNCIAS

LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. (Org.
Jovita Gerheim Noronhoa). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2005.
LIMA, Luiz Costa. A literatura e o leitor: textos da estética da recepção. Rio
de Janeiro: Paz e terra, 1979.
MARQUES, José Oscar Almeida. “Rousseau e a forma moderna da
autobiografia”. IX Congresso Internacional da Associação Brasileira de
Literatura Comparada (ABRALIC), Instituto de Letras da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, 2004.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Texto, crítica e escritura. 2ª ed. São Paulo: Ática,
1993.
RIBEIRO, Darcy. Confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
ROGEL, Samuel. Manual de Teoria literária. Petrópolis: Vozes, 1984.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Confissões. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.
SANTO AGOSTINHO. Confissões. J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina.
Petrópolis: Vozes, 2002.
Todas as imagens desta Unidade foram extraídas dos sites:
www.imagem.com.br e www.mundodosfilosofos.com.br

ATIVIDADE

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51 comentários:

  1. Autobiografia e Memória Literária
    Philippe Lejeune e o conceito de autobiografia.
    Philippe Lejeune um dos maiores estudiosos e especialista em autobiografia descreve a autobiografia como uma narrativa retrospectativa em prosa que uma pessoa real faz da sua própria existência.
    Para Philippe Lejeune, toda autobiografia tem um compromisso com a verdade. Sendo que qualquer fato inventado faria com que ela perdesse seu caráter autobiográfico para se tornar um texto ficcional.
    Agora apresentaremos um breve comentário acerca de três obras que possem omesmo título Confissões.
    Santo Agostinho bispo católico,teólogo,filósofo,nascido no norte da África. Relata de maneira minuciosa e poética, a trajetória de sua vida antes de se tornar cristão. Na sua obra Confissões que é o seu livro mais lido, além de autobiográfico, possui um teor místico. Encontraremos em Confissões relatos de sua infância, os pecados da adolescência, os estudos,o seu encontro com Santo Ambrósio, a relação com os amigos e com a sua mãe Mônica e a descoberta de Deus.
    Jean-Jacques Rousseau, filósofo nascido em Genebra\Suíça e falecido em Paris, na sua obra Confissões, narra os fatos de sua vida, expõe suas ideias, sobre filosofia, religião, política, antropologia e sociedade.
    Darcy Ribeiro, antropólogo, nascido em Montes Claros, escreveu a sua obra Confissões quarenta dias antes da sua morte. A obra traz um relato repleto de humor e ironia, escrito através de um estilo coloquial sobre a vida do autor.
    Sendo assim,podemos observar nas obras Confissões, que a autobiografia é algo inovador, os autores utilizam-se da sua imaginação e coontam as suas experiências e reflexões.

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  2. ingrid michely fagundes costa26 de novembro de 2011 12:10

    AUTOBIOGRAFIA E MEMÓRIA LITERÁRIA
    Philippe Lejeune e oconceito de autobiografia.

    Autobiografia é´um gênero literário que se caracteriza pelo seu estilo narrativo destinado a relatar a experiêcia de vida de un autor.Trata-se de um texto geralmente escrito em prosa,onde o próprio autor é biografado por si mesmo.Sendo assim, o texto é formulado na primeira pessoa do singular ,predominando sempre quem escreve,narra,reflete.
    De acordo com PHILIPPE LEJEUNE a autobiografia é´uma 'narrativa retrospectiva,em prosa que uma pessoa real faz de sua vida individual, em particular, a história de sua personalidade.
    Existem três obras,que coincidentemente,possuem o mesmo título; CONFISSÕES,que foram escritas por autores diferentes :SANTO AGOSTINHO(354-430), JEAN-JAQUES ROSSEU (1712-1998) E DARCY RIBEIRO RIBEIRO(1922-1997).
    Nassas obras é´possível observar que os seus autores ,cada um a seu modo,relatam fatos significativos de suas vidas,enfatizando as suas experiências e reflexões.
    ÁNÁLISE CRÍTICA: Como foi estudado acima a autobografia sãõ relatos de autyores sobre sua vida pessol,onde é´descrito sua trajetória e suas experiências vividas ,é um texto em prosa narrado em primeira pessoa.
    Por ser um gênero literário ,exirge plena fidelidade quanto a verdade ,não pod ser algo inventado ,pois perderia seu carater autobiográfico.

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  3. A autobiografia como foi conceituada por Philippe Lejeune ela torna de suma importância para que todos possam saber da vida e obras dos autores e também de personagens ilustre de outros segmentos da sociedade de um modo geral.A veracidade das informações nos permite conhecer tudo pelo qual passou até que se tornou conhecido e ao documentar a sua vida proporcionara aos futuros leitores um vasto conhecimento de toda a sua história.Philippe no seu comentário cita três ilustre exemplo de autobiografia,como no caso de Santo Agostinho,Jean Jacques Rousseaue Darcy Ribeiro,os dois primeiros só nos foi possível conhecer sua trajetória de sua vida por causa da sua autobiografia,com isso pode chegar a nós na sua veracidade e que permitiu enriquecer os nossos conhecimentos tendo passado por várias gerações.
    Quanto a Darcy Ribeiro que fez parte da nossa geração e que todo bom leitor conhece sua autobiografia e da sua importância não só na literatura como também na vida pública e que deixou registrado sua vida nos vários livros que escreveu essses documentos será imprescindíveis para que as futuras gerações possa para conhecer a sua incontestável contribuição a sociedade.

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  4. A autobiografia segundo Phillipe Lejuene é uma retrospectiva em prosa que uma pessoa real real faz de sua própria existência enfatizando a sua vida individual, em particular, história de sua personalidade(Lejuare, 1986, p. 15). Assim podemos afirmar que toda autobiografia tem um compromisso com a verdade, sendo que qualquer fato inventado e sem veracidade faria com que ela perdesse seu carater autobiografia para se tornar um texto ficcional.
    Resenha Crítica:
    A autobiografia é um termo muito importante, principalmente para autores escritores de grandes obras. Também possibilita uma maoir informação literária aos leitores. A autobiografia enfim, é uma maneira de passar fatos verídicos e exige plena fidelidade quanto a verdade dos fatos.

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  5. Luiz Antônio Monteiro,nascido no Rio de Janeiro,onde passei toda minha infância e juventude, estudei em escola pública,desde os primeiros anos até o término do ensino médio,não era muito de estudar gostava era de jogar futebol e tinha um desejo de quando crescer me torna um jogador profissional o qual anos mais tarde veio a ser realizar.Meu pai me disse anos mais tarde que desde pequeno quando comecei a dá os primeiros chutes notou que eu tinha jeito ou vocação para o futebol o que veio a se confirma.
    Tive vários momentos de alegria que o futebol me proporcionou,mas um ficou marcado na minha vida,todo menino que gosta de futebol sonha de jogar num grande clube e num estádio lotado e essa realização me foi proporcionado.Quando na categoria de base do Fluminense, entrei pela primeira vez no Maracanã totalmente lotado e sentir todo calor da torcida gritando meu nome e a cada jogada que realizava a torcida vibrava.
    A noite demorei a dormi pensando em cada momento do jogo,esses momentos maravilhosos trago vivo na minha memória.

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  6. A autobiografia faz-se um gênero literário que, uma vez escrita em primeira pessoa, denota caráter subjetivo e, retoma toda a vida do autor. Tem um compromisso real e irrestrito com a veracidade, enfocando os fatos mais relevantes e inusitados vividos pela pessoa em questão. Nota-se um ar confessionário em todas elas e, ainda, uma forma de remissão dos pecados de outrora. A memória do protagonista impulsiona os próximos acontecimentos, permitindo ao leitor, o conhecimento verdadeiro e concreto acerca das múltiplas faces da natureza humana. Fazendo com que, esse mesmo leitor, inspire-se ou repudie o autor do enredo autobiográfico.

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  7. Autobiografia é descrita no texto como sendo um tipo de obra que tematiza acontecimentos da própria vida do autor, onde existem reflexões de suas vivências. De estilo narrativo, o texto autobiográfico é escrito geralmente em prosa e em primeira pessoa do singular. Philippe Lejeune é destacado como um dos maiores estudiosos e especialistas em autobiografia, ele mostra que essa prática é antiga. Já o desenvolvimento da literatura íntima surge com a burguesia. O francês nos apresenta a noção do que seja o pacto autobiográfico, dizendo que este é o compromisso que se faz em escrever apenas o que é real e verdadeiro ao fazer uma autobiografia, mesmo que o autor use recursos metafóricos de criação. Podemos concluir deste modo, que o este tipo de escrita, é a mais fiel e sincera, pois narra apenas fatos ocorridos no cotidiano de seus autores e retrata de certa forma os sentimentos destes.

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  8. A autobiografia é um gênero literário escrito na primeira pessoa,geralmente em prosa e consiste na narração da experiência vivencial do próprio autor.
    Uma das características desse gênero é a veracidade,ou seja, o autor deve ter compromisso com a verdade,pois se nao o fizer,deixará de ser autobiografia.
    Philippe Lejeune, um dos maiores estudiosos em autobiografia, ao cunhar o conceito de pacto autobiográfico, define autobiografia como a resposta da questão "quem sou eu",onde o autor deve escrever apenas sua verdadeira realidade.
    Portando autobiografia é o relato de fatos que se tornaram significativos na vida de uma pessoa, podendo ser também em forma de confissões, enfatizando sua experiências e reflexões.

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  9. Philippe Lejeune e o conceito de autobiografia, Lejeune é um dos maiores estudiosos e especialistas em autobiografia, para ele autobiografia é um texto em prosa de gênero literário de estilo narrativo em primeira pessoa do singular, que se destina a relatar fatos e experiências de vida de seu autor.
    Na autobiografia o que prevalece é a voz de quem escreve, narra e reflete,é um gênero confessional, tem compromisso com a verdade.
    Este gênero literário desperta o interesse, pois através da escrita sincera é possível conhecer fatos significativos na vida do autor, cada um incentivado pelos próprios motivos.
    Lejeune faz um breve comentário sobre autores deste gênero, que escrevem obras com mesmo titulo “confissões” são eles: Santo Agostinho, Jean-Jacques Rousseau e Darcy Ribeiro, cada um de seu jeito relatando de modo, fatos verídicos de suas vidas.





    Valorização dos Pais

    Venho aqui relata o que mim leva a amar os meus pais a cada dia mais. Minha irmã e eu filhas únicas de um casal que vive em um pequeno sitio. Manoel Joaires e Maria Nides trabalham de sol-a-sol para dar o de melhor para suas filhas. Certo dia por falta de recursos no lugar onde morávamos, tivemos que separamos dos nossos pais para estudar e buscar uma vida melhor. Eu tinha apenas sete anos e minha irmã oito. Naquele m momento sentir muita dor e desespero, meus pais eram meus protetores não me imaginava sem eles, tive medo de enfrentar o mundo. Emociono-me ao lembrar daqueles momentos jamais os esquecerei, foi muito difícil, mas tive que aceitar a situação.
    Hoje tenho vinte e dois anos, quinze que vivo separada de meus pais, os vejo de vinte em vinte dias. A distância fez enxergar-me o amor dos meus pais para conosco. Eles dão o seu melhor para nos verem bem, nunca permitiu que a distância pudesse separar o amor e o carinho de uns pelos outros. São estes gestos que me levam a amá-los mais. Pai e mãe são anjos que Deus nos dá para guardar-nos, por isso enquanto muitos querem viver longe dos seus, se pudesse viveria junto dos meus, pois eles são as pessoas mais importantes da minha vida.

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  10. Segundo Philippe Lejeune a autobiografia, destaca-se como um gênero literário, que tem uma característica que é o gênero narrativo. E ainda segundo o autor este gênero é destinado para relatar experiências de vida do seu autor. Ou seja trata-se de um texto no qual o autor vai narrar experiências de sua própria vida, podendo ser um fato marcante, triste, alegre etc, que aconteceu realmente com ele. Portanto o texto autobiográfico é escrito na primeira pessoa do singular, predominando a voz de quem o escreve. Contudo podemos afirmar que enfatiza e faz uma retrospectiva da própria história de quem à escreve . Tendo um compromisso de narrar a realidade , compromisso de narrar a realidade , pois qualquer fato inventado , descaracterizaria o caráter autobiográfico .
    Existem três obras que por coincidência possuem o mesmo título: Que seriam confissões. Mas que foram escritas por autores diferentes. Santo Agostinho (354-430), Jean Jaques Rosseu (1712- 1998) e Darcy Ribeiro (1922 - 1997). Todas essas obras são de caráter autobiográfico, já que os autores relatam fatos importantes de sua vida. Sendo assim a autobiografia é o relato de fatos que se tornaram significativos na vida de uma pessoa, podendo ser também em forma de confissões, enfatizando suas experiências e reflexões.

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  11. Segundo Philippe Legeume a autobiografia é um gênero literário. Texto escrito em prosa, em primeira pessoa do singular que se destina a narrar fatos reais sobre o próprio autor. Sendo assim o texto deve ter total compromisso com a verdade, assim como os exemplos de autobiografias citados acima que relatam confissões dos seus autores. É permitido ao autor a utilização de recursos metafóricos e criação na composição do seu texto autobiográfico.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Philippe Lejeune aponta para as possíveis definições da autobiografia. Para o estudioso, uma definição plausível seria a seguinte: “relato retrospectivo em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência, colocando ênfase em sua vida individual e, em particular, na história de sua personalidade”. O pacto autobiográfico consiste na identidade entre autor, narrador e personagem principal, e essa identidade suscita problemas numerosos, conforme as considerações de Lejeune. A autobiografia não pode ser uma invenção
    resultante da imaginação do seu autor como acontece nos romances, mas trata-se de um gênero literário que exige plena fidelidade quanto à verdade dos fatos, mesmo que o seu autor utilize-se de alguns recursos metafóricos e de criação.
    Portanto, a autobiografia são os fatos mais marcantes da vida de uma pessoa, expressados em forma de confissões, enfatizando suas experiências e reflexões.

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  14. AUTOBIOGRAFIA DA MINHA INFÂNCIA.

    Meu primeiro amor

    Meu nome é Flávia Regina Teodoro Oliveira,tenho 20 anos,nasci em Mantena-MG, onde morei a maior parte da minha vida, inclusive minha infância.
    Foi em Mantena que dei meus primeiros passos e conheci pessoas que até hoje fazem parte de mim.
    Um lembrança da minha infância, que me faz sorrir hoje e que não tem como esquecer, foi meu primeiro amor.
    Quando eu fazia a primeira série,me apoixonei por um garoto da minha sala.Imagina mal sabia o que era sentimento e já estava me apaixonando.
    Mas foi o que aconteceu ...Yuri era seu nome.Para mim ele era o aluno mais lindo da escola e meu coração batia mais forte toda vez que o via.
    Sem expectativas alguma em relação a esse sentimento,nunca me abri, mas só eu sabia o que eu sentia quando pensava nele.
    Um belo dia, após o recreio, encontrei uma cartinha na minha mesa,fiquei curiosa, é claro,meu coração foi a mil pensando quem poderia ser.Quando abri vi que era dele. Para mim foi uma surpresa, pois eu não imagina que ele sentisse o mesmo.Fiquei muito feliz, embora eu fosse muito nova e sem nenhum conhecimento sobre relacionamento, para mim foi uma realização pessoal, ou melhor amorosa.
    Esse foi um fato que ficou marcado na minha memória e mesmo depois de ter crescido, continuo lembrando, e sinto saudades daquela época,em que eu amava e não sofria, era um amor puro, ingênuo, coisas de criança, mas era bom.

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  15. Autobiografia e memória literária.
    PHILIPPE LEJEUNE E O CONCEITO DE AUTOBIOGRAFIA

    No início do texto, afirma-se que não são poucos os escritores brasileiros e de outras nacionalidades que se dedicam a escrever obras autobiográficas.
    Como afirma o autor no segundo parágrafo, autobiografia é um texto do gênero narrativo, geralmente escrito em prosa, cujo autor escreve sobre sua própria vida. Sendo assim, o texto é formulado na primeira pessoa do singular, predominando a voz de quem narra.
    Um dos maiores estudiosos da autobiografia é Philippe Lejeune. Através de suas obras, podemos perceber que o trabalho de autobiografia é muito mais antigo do que se pensa. Ele afirma que a autobiografia é uma "narrativa (récit) retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência enfatizando sua vida individual, em particular, a história de sua personalidade."
    Pode-se dizer que toda autobiografia deve ser verdadeira, sendo que um fato inventado lhe tiraria todo o seu caráter autobiográfico. Ela exige plena fidelidade quanto à verdade dos fatos, mesmo que o autor utilize alguns recursos metafóricos.

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  16. AUTOBIOGRAFIA DA MINHA INFÂNCIA

    Meu nome é Fernanda Medeiros Silva, nasci no dia 23 de janeiro de 1993, em Montes Claros. Sou filha de Fausio José da Silva e Sandra Jacqueline Oliveira Silva. Sempre fui uma criança muito agitada, adorava brincar e correr. Com três anos, tive meu primeiro machucado sério. Estava correndo no quintal de minha casa, quando bati meu rosto na beirada de um banco de concreto e me cortei. Rapidamente, minha avó me levou para o hospital e levei alguns pontos. Aprendi a ler e escrever com cinco anos e com seis entrei na escola Construir. Lá eu desenhava e coloria, jogava queimada, pulava elástico e fiz muitos amigos. No ano seguinte, me mudei para Cristais Paulista, em São Paulo. Eu sempre andava de patins, visitava minhas amigas e estudava em uma escola que eu gostava muito. Houve um dia em que choveu bastante e minha mãe não queria me levar à escola. Fiz o maior escândalo até ela me levar debaixo da chuva. Chegamos com a roupa toda molhada, mas isso não me impediu de brincar e estudar.
    Voltei para Montes Claros e entrei para a primeira série no Dom João Antônio Pimenta, onde fiquei até a quarta série.

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  17. A autobiografia possui um estilo narrativo,onde o próprio autor é biografado por si mesmo.Trata-se de um gênero literário que exige plena fidelidade quanto à veracidade dos fatos.Sendo assim quando é relatado algo que não é verídico ela perde seu caráter autobiográfico.Este gênero possui uma prática muito antiga e é muito importante,pois nos permite conhecer autores a partir dos relatos significativos de suas vidas com suas experiências, não só autores, mas também o estilo de vida que eles possuíam nas suas épocas.

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  18. Autobiografia é um texto escrito em prosa,onde o autor é biografado por si mesmo.Narra sua história de vida,em primeira pessoa do singular,que é colocado em primeiro lugar sempre a voz de quem escreve.
    Segundo Philippe Lejune autobiografia é uma "narrativa (récit) retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência enfatizando sua vida individual,em particular,a história de sua personalidade."
    Entretanto os traços de um texto autobiográfico precisa somente da verdade,tem a obrigação de ser autêntico,pois se não ele perderia seu caráter autobiográfico para se tornar um texto inventado,que não é baseado em fatos reais.

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  19. Meu nome é Amanda, tenho 17 anos. Sou filha de um casal divorciado. A partir dos treze anos não vivi mais com o meu pai. Por mais que tive este grande choque de ter que separa dele a minha vida foi sempre alegre. Os episódios mais divertidos da minha jovem trajetória se passam perto da natureza, lugar que admiro e gosto muito. Esse lugar, que na verdade são lugares, são exatamente nos sítios dos meus tios. Tem um desses sítios que me marcou muito, quando bem mais nova, é o sitio de tio Fernando, pois quando íamos lá era a maior festa. Sempre iam várias famílias e todos nós nos encontrávamos (como o lugar de dormir era pouco os parentes se espalhavam) depois do almoço, e saiamos para ir ao rio, os mais velhos levavam refrigerantes e carne para ficarmos o resto da tarde toda lá. A tristeza batia quando pediam para sairmos de dentro da água, já estava na hora de ir embora. Tudo isso aconteceu quando eu era bem mais nova do que sou hoje, mas quando já estava com dezesseis anos resolvi casar, pois havia um certo tempo que namorava. “Todos”, menos as pessoas mais próximas, me diziam: ‘você está ficando louca”, “ você é muito nova, espera mais um pouco” , “não faça isso”, enfim escutei muitas coisas desmotivadoras, porém e felizmente casei. Hoje estou ao lado de quem amo e não me arrependo de ter casado.
    E não poderia de deixar de citar um grande amigo que nunca me desamparou, sempre esteve do meu lado nas horas mais difíceis da minha vida e também nas mais alegres que é meu eterno companheiro JESUS CRISTO.

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  20. AUTOBIOGRAFIA DA MINHA INFÂNCIA

    Irmãs malvadas

    Meu nome é Mariane Santana Silva,nasci no dia 2 de agosto de 1993,em Montes Claros-MG,meus pais Vanilde de Santana Silva e Valdir Ferreira da Silva.
    Vou contar um fato marcante que aconteceu na minha infância.Tenho duas irmãs mais velhas que eu,houve um dia em que meus pais saíram e nos deixaram em casa.Elas estavam conversando e eu atrapalhando,fazendo brincadeiras e elas pedindo para parar e eu continuava.Minha irmã mais velha se irritou comigo,me colocou sentada na cadeira e amarrou minhas mãos na cadeira,eu fiquei presa,sem conseguir sair e comecei a chorar.E elas ficaram rindo de mim e falando que eu só iria sair quando meus pais chegassem,aí comecei a espernear e gritar,até que elas me soltaram,falando que se eu continuasse iriam me prender novamente.Depois disso fiquei mais calma e quieta.Faz muito tempo,eu tinha aproximadamente oito anos,mas me lembro como se fosse hoje.

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  21. Autobiografia:
    Lembro-me do dia em que fiquei sabendo da paixão platônica que meu atual namorado sentia por mim... Foi interessantíssimo, ele falou para todos ao meu redor que me venerava e, me amava... sem mesmo me conhecer direito... Todos do meu âmbito de relacionamento sabiam e, até mesmo quem eu conversava nas redes sociais... Quando, enfim, tivemos a oportunidade de nos falarmos em uma festa, ele emudeceu, não conseguiu sequer me chamar para dançar ou pelo menos continuar nossa conversa... um pouco decepcionada, sem entender o por quê de uma pessoa falar para todos que me amava, sendo que não agia quando tivera oportunidade, deixei-o só! Tempos depois, disseram-me que naquela mesma festa ele foi visto chorando!! Pensei: qual o problema dessa pessoa? Posteriormente, acho que ele tomou uma certa coragem e começou a ir insistentemente e incessantemente aos lugares em que eu me encontrava... Pensei novamente: preciso dar uma chance a ele!... Quando tivemos outra oportunidade a sós, falou-me que sequer me beijaria se não fosse para namorarmos, emendou: tem que ser pra sempre! Fazer o quê??? Estamos juntos... e, já fazem dois anos!!

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  24. Autobiografia segundo Philippe Lejeune

    Philippe afirma que autobiografia é um gênero literário que relata uma parte da vida do seu autor, por isso os fatos narrados precisam ser verídicos, pois se houver alguma coisa que na realidade não aconteceu, deixa de ser uma autobiografia.
    esse gênero existe há muito tempo, porém atualmente ganhou mais importância já que se desenvolveu como gênero confessional.
    A autobiografia é narrada em primeira pessoa do singular e quase sempre em prosa.

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  25. Meu nome é Ana Claudia, nasci em 1992 e sou natural de Montes Claros, mas já morei alguns anos na zona rural, apesar de que eu era bem novinha ainda me lembro de que para mim era o máximo ter toda aquela liberdade que provavelmente na cidade eu não teria, adorava brincar com o meu irmão e alguns coleguinhas que moravam perto da gente nós aproveitávamos tudo, todos os dias íamos ao rio, andávamos a cavalo e brincávamos com tudo que nós era permitido, até que por volta dos meus quatro aninhos viemos para a cidade, não esqueço que no início a adaptação foi bem difícil, passamos por algumas adversidades que são normais em todas as famílias mas nada que prejudicasse a união da família e a minha felicidade.

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  26. Philippe Lejeune um dos maiores estudiosos e especialistas em autobiografia,ele caracteriza a autobiografia como um gênero literário no qual relata a experiência de vida do autor, através do seu estilo narrativo escrito na primeira pessoa do singular, predominando sempre a voz de quem escreve.Trata-se de um texto escrito em prosa, onde o próprio autor é biografado por si mesmo, enfatizando sua vida individual, em particular, a história de sua personalidade.A autobiografia torna-se importante devido ao fato de relatar histórias verdadeiras vividas pelo autor , trazendo para alguns leitores possíves soluções para problemas parecidos com os relatados pelo autor durante sua jornada de vida, ela nos mostra quem é a pessoa de verdade: suas atitudes, como pensa, enfim a autobiografia também pode ser vista como uma grande realização pessoal do autor.

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  27. Meu nome é Jonas Leão, nasci no dia 18/12/1989 sou nautral Montes Claros-MG, o que gostaria de relatar foi a minha infância.Graças a Deus ela foi perfeita,joguei muita bola, brinquei, fiz vários amigos que mantenho contato até hoje.Grande parte dela foi vivida junto aos meus primos, devido a proximidade de nossas casas,também teve grande participação do meu irmão que me levava com ele na maioria dos lugares que ele frequentava, é uma pessoa que agradeço a Deus por ter conhecido, aprendi muito com ele, até hoje ele briga comigo ele quer que eu dedico mais aos estudos, o que ele fez.Enfim tenho muita coisa boa para lembrar, serão momentos que pretendo carregar pelo resto da minha vida.

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  28. Lembrar da minha infância é algo que me desperta um sentimento bem nostálgico. Embora tenha nascido em Belo Horizonte (08/10/1988), sempre morei em Montes Claros. Pelo fato de passar a minha fase infantil em contato direto com o campo sou uma pessoa muito ligada á natureza e aos animais, vindo a sentir por eles uma paixão incondicional. Uma das coisas mais marcantes da minha infância era o fato de eu sempre gostar de escrever (poesias em especial). Costumava buscar inspiração no verde das árvores, no azul do céu, nas estrelas do infinito, nas noites de lua cheia e no canto dos pássaros. aquele ar puro, quando fecho os olhos ainda posso sentir. a brisa suave no rosto brincando nas folhas, e o colorido das flores do campo que enfeitam os olhos. Agora, mais precisamente ás 08:41 do dia 28/11/2011 estou escrevendo e vendo a chuva cair no asfalto. sei que aquele tempo não volta, a minha infância ficou para trás mas, nunca me esquecerei o quanto fui feliz ali. Hoje, faço o curso dos meus sonhos, estou no caminho da minha realização pessoal, agradeço á DEUS por isso e sei que muita coisa ainda está por vir. Meu nome é Letícia, tenho 23 anos e esta é a minha história vivida até os dias atuais.

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  29. A autobiografia é uma narrativa feita por uma pessoa que relata fatos da própria vida. Segundo Philippe Lejuene: " a autobiografia é a retrospectiva da vida de um indivíduo." Sempre escrita em primeira pessoa, a narrativa busca ser fiel aos acontecimentos, jamais permitindo o uso da imaginação para evitar a fuga da realidade. expressando pensamentos e sentimentos, o autor estabelece um esboço da sua realidade como se fosse um registro da sua vida. Lembramos ainda, que a autobiografia é uma tradição antiga permanecendo até os dias atuais.

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  30. Philippe Lejeune afirma que a autobiografia é um gênero lierário em que o autor faz uma biografia de si mesmo , escrito em prosa na primeira pessoa do singular .
    A autobiografia deve constituir fatos verídicos para não perder sua característica autobiográfica e não se tornar um texto ficcional . É o relato de fatos da sua própria vida , da sua personalidade . A autobiografia é uma antiga tradição e vem sendo escrita pelos autores até os dias atuais .

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  31. Autobiografia:
    Meu nome é Adriane Cristine, nasci no dia 13 de julho de 1993 na cidade de Montes Claros-MG.
    Poucas coisas nos marcam de verdade, mas a que irei relatar agora é um fato que com certeza eu levarei até o fim dos meus dias.
    Durante toda minha infância passei as férias em Porteirinha, cidade dos meus parentes maternos. Com meus 11 anos de idade conheci um amigo, Pedro Henrique. Como a gente só se encontrava nas férias, contávamos os dias pra nos vermos. Enfim, era muito divertido. Com o tempo, nos tornamos melhores amigos, mas muita coisa ainda viria acontecer e percebemos que aquilo não se tratava somente de uma amizade. Houve épocas de discórdia, de brigas e além do mais ficamos sem ter contato durante um longo tempo. Mas eu sempre sentia falta de sua amizade, de seus conselhos... Até que no início desse ano, 2011, ele voltou a conversar comigo, coisa que eu nunca acreditava que fosse acontecer. Hoje, depois de muitas coisas que já vivemos, além de amigos, somos namorados. Se vai durar pra sempre? Não sei. Mas de uma coisa eu tenho certeza: um futuro perfeito é baseado em um presente feliz e duradouro.

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  32. Meu nome é Thiago André Gonçalves Almeida , nascido em 1993 no município de Montes Claros , Minas Gerais .
    Eu tive e tenho ídolos , mais um dia eu quis ser como todos eles . Quis fazer tudo que eles faziam , andar como eles , vestir como eles, fazer tudo igualzinho . Engraçado como o tempo passa , e hoje eu só quero ser eu mesmo no melhor lugar com meus amigos de verdade .

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  34. ELSON DIAS DISSE:

    Philippe Lejeune estabelece que a autobiografia “é uma narrativa retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência enfatizando sua vida individual, particular, a história de sua personalidade”. Mas, além disso, podemos dizer que a autobiografia é autorrevelação, é o Ser se recontando, buscando-se, tentando se encontrar, se mostrar... Pela verdade dos fatos, a autobiografia ultrapassa a simples narração. Ela procura uma identidade, uma alma, uma vida, na memória do “Ser-autor”.

    Como apresenta Santo Agostinho: a autobiografia é uma literatura confessional. É um retrato do drama de uma alma que se redime, que se confessa, que professa. Em sua autobiografia “Confissões”, o teólogo e escritor “se põe às claras”. Ele apresenta suas angústias, suas dúvidas e suas tribulações de forma profunda e original.

    Nesse mesmo sentido, surgiu também as “Confissões” de Rousseau e as “Confissões” de Darcy Ribeiro. O primeiro, relata as experiências e inquietações de um filósofo naturalista, ensaísta, romancista e músico, mais conhecido pelas suas teorias sobre a liberdade social e direitos da sociedade, educação e religião. Em suma, ele “se confessa”, refletindo sobre a natureza humana. O segundo, montesclarense, marca as sua obra num tom coloquial, irônico, humorista e, até mesmo, histórico.

    Diante disso, podemos acrescentar que a autobiografia ultrapassa a simples narração, vai além do mero descrever. Escrever um texto autobiográfico é se procurar, se encontrar, se construir, se confessar, se transmitir, querer se perpetuar. Mais que isso: é situar-se no mundo, ou até mesmo dentro de si próprio. É a manifestação do próprio Ser.

    ELSON DIAS

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  35. VEJAM UM TRECHO DA MINHA AUTOBIOGRAFIA INTITULADA: MARCAS DE UM PASSADO PRESENTE(NA MEMÓRIA!)

    (...)

    Papai sempre nos levava à casa da vovó Geralda (avó partena), na Fazenda Tatu. O tempo passou, mas não passaram os exemplos e a fé que no nosso coração vovó colocou. Que saudade das belíssimas histórias, marcas de um passado cheio de glórias. Ao cair de tarde, vovó gritava da janela: "venham logo que o jantar já está na mesa!". E papai, de voz cansada, até bricava: "Só mais mais uma (pinga!) pra espantar a tristeza!!!" Ainda estão lá aquelas laranjeiras, o limoeiro, as mangueiras. As visitas que ela fazia com a gente à igrejinha da comunidade; flores, velas, uma luz vermelha no sacrário. Filhos e netos felizes era tudo o que ela pedia. Nas noites de tempestades, dos teus lábios uma prece a Deus subia: “Proteje os meus filhos e netos de todos os males e perigos”. E dizia o nome de cada um dos filhos (são onze) e netos (mais de vinte). Infelismente ela já “partiu para junti do Pai”. Somos todos muito gratos a ela pela dedicação em tudo o que fez por nós a fim de ver a nossa felicidade e sucesso. O meu avô paterno, Bernardo, faleceu quando eu tinha 12 anos. O que tenho na memória sobre ele é que foi um homem sábio e trabalhador.

    (...)

    O tempo passou! Cresci. Vivi. Re-vivi. Estou aqui. Mas estou lá, nas lembranças. Acordo sonhando, durmo relembrando, querendo voltar. Não posso. Teimo, chorando. É forte! O tempo voa. Eu voou ainda mais, para lá, para longe, para o mato, para o gado. Lembro. Relembro. Recordo. Está tudo aqui. No peito. Na alma. No ser. Marcas de um passado recente, presente, na memória.

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  37. A autobiografia – geralmente escrita em prosa, onde o próprio autor é biografado por si mesmo – se sobressai como um gênero literário caracterizado pelo estilo narrativo que se destina a relatar a experiência de vida de seu autor.
    A partir das obras de Philippe Lejeune, um dos maiores estudiosos e especialistas em autobiografia, percebe-se que a prática da autobiografia é antiga. Entretanto, o desenvolvimento do gênero só ganha um papel relevante com o estabelecimento da burguesia, por ser o período em que o homem ocidental começou a adquirir convicção história da sua existência.
    Com o conceito de pacto autobiográfico, Philippe Lejeune nos mostra com mais clareza o que vem a ser a autobiografia, apresentando a definição de que o texto regido pelo pacto autobiográfico é uma resposta à questão “quem sou eu?”.
    Toda autobiografia, afinal, tem compromisso com a verdade, tratando-se de um gênero literário que exige fidelidade quanto à veracidade dos fatos, ainda que sejam utilizados recursos metafóricos. Se há qualquer fato que não seja real, perde o caráter autobiográfico e torna-se um texto ficcional.

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  38. Chamo-me Bárbara, nasci em 3 de janeiro de 1994, natural de Montes Claros. Entretanto, já morei em outras cidades. Ainda aos sete meses, em Brasília de Minas, mas foi aos cinco anos que, ao morar em São Romão, uma mudança mostrou-se como grande influência no meu futuro.
    O ensino da nova cidade era um pouco diferente do que eu estava acostumada, em Montes Claros, estando no segundo período da alfabetização. A professora da escola entrou em contato com meus pais e a direção, pedindo que me adiantassem para o terceiro período, pois eu já tinha uma base suficiente para isso. Aceitaram, afinal, seria ótimo para mim.
    Naquela época não me parecia de grande importância já que teria que me adaptar a uma nova turma justamente quando estava acostumando-me com a nova escola. Hoje vejo que cada escolha que alguém faz na vida – seja o que comer no café da manhã até qual carreira seguir – influência e influenciará na própria existência e adiantar uma série na escola me deu a possibilidade de conhecer as pessoas que conheci durante minha formação e estar na faculdade aos 17 anos, podendo assim fazer vários cursos que quero.

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  39. Autobiografia
    Meu nome é Leonardo Nunes de Souza, tenho 25 anos, nasci em Montes Claros-MG, mas vivia mudando quando criança. Ora estava em Montes Claros, ora estava em Ribeirão Preto- SP.
    Minha infância foi muito frustrada, durante muito tempo carreguei um sentimento de exclusão, de timidez, de incapacidade.
    Lembro-me às vezes de algumas situações na época de escola, de quando eu tinha medo de tudo, medo de ir à aula, já que eu sabia que iria apanhar dos meus colegas. Era sempre assim. Todos os dias eles me batiam. Certa vez, um deles, o branquelo, levou para a sala de aula um aparelho que liberava uma descarga elétrica, a princípio eles estavam só matando moscas, mas cansados da diversão resolveram escolher outro alvo, eu. Se eu encontrasse aquele infeliz hoje era bem capaz de lhe arrebentar a cara. Iria acertar minhas contas com ele.
    Durante muito tempo esse sujeito me atormentou, ele era um dos maiores da sala, mas eu o vi tremer de medo quando meu irmão me defendeu. Lembro-me como se fosse hoje, no dia caia uma leve chuva, era a hora da saída, ele já planejava fazer o que sempre fazia- bater em mim sem que eu lhe desse motivo algum. Quando ele se aproximou de mim meu irmão gritou: “se encostar a mão nele você vai ter que brigar comigo”. Meu irmão era baixinho, (e ainda é) tão franzino quanto eu, apenas dois anos mais velho, mas a força de sua ação foi capaz de fazer o branquelo correr de medo, dizendo que sua mãe estava lhe chamando. Nunca esqueci, nunca deixei de pensar na coragem do meu irmão, ele não tinha força física suficiente para vencê-lo, mas tive certeza que ele não sairia dali sem que eu estivesse seguro, ainda hoje ele me ampara. Esse fato me marcou muito.
    Não tem como pensar na minha vida sem pensar no meu irmão, ele foi meu amigo, meu protetor, minha referência, meu pai e sempre será. Hoje ele é policial militar, e o baixinho põe medo em qualquer bandido.

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  40. Resenha Crítica: Autobiografia

    O texto trata sobre o conceito de autobiografia, sua importância, influência, utilidade. Diversos escritores já utilizaram este recurso literário para exporem acontecimentos importantes de sua vida.
    A autobiografia destaca-se como gênero literário que se caracteriza pelo seu estilo narrativo destinado a relatar a experiência de vida do seu autor. É um texto em prosa, narrado em primeira pessoa com predominância da voz de quem narra, escreve, reflete.
    Um dos maiores especialistas no assunto é o francês Philippe Lejeune, as suas obras revelam o quanto é antiga a prática da autobiografia. De acordo com ele, a autobiografia é uma “narrativa retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria existência enfatizando sua vida individual, em particular, a historia de sua personalidade” (LEJEUNE, 1986, P. 15).
    Santo Agostinho, Jean- Jacques Rousseau e Darcy Ribeiro utilizaram desse recurso literário para relatarem a trajetória de sua vida de sua, as obras dos três tinham o mesmo nome: Confissões.
    A autobiografia deve ter compromisso com a verdade, não pode ser uma invenção como acontece nos romances, pode ter presença de recursos metafóricos, no entanto com plena fidelidade à verdade.

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  41. Autobiografia e memória literária

    A autobiografia é um gênero literário marcado pela narração em primeira pessoa e veracidade dos fatos, onde o autor relata acontecimentos de sua própria vida.
    Para Philippe Lejeune, um dos maiores especialistas e estudiosos da área, a autobiografia é uma prática antiga, relacionada à necessidade do homem de fixar através do registro escrito as suas vivências.
    Podem-se pegar três exemplos da autobiografia como literatura confessional, coincidentemente, todas com o mesmo nome: Confissões. A obra de Santo Agostinho possui um caráter mais religioso, mostrando os fatos desde a infância até a vida adulta do bispo – seus pecados antes de se tornar cristão, seus estudos, a conversão, seu relacionamento com Deus, entre outros. Já a obra de Jean-Jacques Rousseau possui um caráter mais político e filosófico, onde o autor nos leva a uma reflexão a partir dos próprios acontecimentos de sua vida. Por fim, a obra de Darcy Ribeiro discorre de forma leve e irônica sobre sua vida, família e idéias, além de fazer sempre inferência a história do Brasil.

    Texto autobiográfico – Descobertas

    Meu nome é Camila Cordeiro Guimarães, nasci em 3 de dezembro de 1992 em Montes Claros – MG. Quando criança, vivi meus melhores momentos no Colégio Presbiteriano, onde estudei por dez anos. É no tempo da infância que passamos por várias descobertas: primeiros amigos, início do aprendizado, convívio com colegas e professores… Mas algo que sempre me recordo é do começo de minha imersão na leitura.
    Eu devia ter sete ou oito anos quando reformaram a biblioteca da minha escola. Os livros didáticos, antes disponíveis apenas para os professores, passaram a ser acessíveis também para os alunos, além do acréscimo de vários outros livros de literatura. Não pensei que isso teria um grande impacto em mim, afinal, todo o tempo livre do recreio eu passava correndo, brincando, comendo meu lanche e conversando com meus amigos. No entanto, mudei a minha opinião ao descobrir o que aquele lugar podia me oferecer.
    Lembro perfeitamente. A segunda prateleira da segunda estante embaixo da janela que dava para o pátio. Era lá que ficavam os melhores livros, as melhores histórias publicadas pela série Vaga-lume, que me transportavam para um mundo completamente diferente. Com as diversas obras que li, aprendi que todos têm direitos iguais, independente da classe social; que devemos ter cuidado em quem confiar, pois muitos adultos podem ter más intenções; que a verdadeira amizade é uma das mais preciosas dádivas que podemos receber; que a nossa imaginação é uma rota com infinitos destinos… Enfim, foi através de tudo isso que entendi o real sentido da literatura, mesmo que naquela época, essa palavra não fizesse parte do meu inocente vocabulário.

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  42. Texto Autobiográfico- Valores
    Apesar de ser possuidora de uma memória um pouco relapsa, minha infância foi marcada por um acontecimento inesquecível. Certa vez viajei para a praia com meus pais, como sempre fazíamos nas férias de fim de ano. Eu tinha por volta de sete anos, quando fomos à Cabo Frio, uma cidade encantadora e possuidora muitos atrativos para uma criança bastante curiosa. Lembro-me muito bem que foi lá a primeira vez que conheci o sorvete expresso, que nos dias atuais vemos em todas as esquinas de nossa cidade.
    Todos as manhãs, eu e minha família íamos tomar banho de sol e de mar. Certo dia, quando estávamos eu e meus irmãos brincando com nas ondas do mar, percebi que estava sozinha em meio à multidão de banhistas, não via ninguém conhecido. Eu havia sido “carregada” pelas águas para bem longe de onde eu estava, e como sempre fui uma criança distraída, não percebi que o mar seria capaz de tal façanha. Quando me dei conta da situação, saí a procura de meus pais.
    Percebendo que não seria capaz de encontrá-los sozinha, pedi ajuda a um vendedor ambulante. Este se prontificou a me ajudar de imediato. Ficamos por mais de meia hora à procura de minha família. Comecei a imaginar que seria uma daquelas crianças de rua, sem comida, casa, que viveria nos sinais pedindo esmolas. Foi assustador me ver perdida em uma cidade desconhecida repleta de desconhecidos.
    Quando finalmente encontrei meus pais, foi uma imensa alegria e alívio para mim e para eles que já haviam acionado a polícia local. Depois desse acontecimento comecei a perceber a importância de meus pais e minha vida e o amor que eu possuía por eles, não conseguiria viver sem este amor e atenção que eram sempre constantes.

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  43. “Autobiografia e Memória literária”
    É um texto que faz explanações da autobiografia, esta se destaca como um gênero literário que se caracteriza pelo seu estilo narrativo destinado a relatar a experiência de vida do autor. Geralmente escrito em prosa, em primeira pessoa do singular, predominando sempre a voz de quem escreve enfatizando sua vida individual.
    O desenvolvimento da literatura íntima, ou seja, desse gênero confessional só foi ganhar um papel relevante com estabelecimento da burguesia.
    A fim de definir com maior clareza o que seria autobiografia o francês Philippe Lejeune (1986) cria o conceito ‘’pacto autográfico ’’que seria propor ao leitor um discurso sobre si, uma realização particular do discurso. Sendo assim a autobiografia é um texto literário que exige plena fidelidade quanto à verdade dos fatos.
    Cada qual impulsionado por seus próprios motivos temos em “Autobiografia e Memória literária”;
    Confissões de Santo Agostinho, que relata de maneira minuciosa e até mesmo poética, a trajetória de sua vida antes de se tornar cristão e o processo do mesmo, de conformidade com o pensamento teológico e filosófico do autor com intuito de mostrar através de seus erros a sua pequenez diante de Deus.
    Jean-Jacques Rousseau em sua autobiografia relata experiências e confissões e, ao mesmo tempo, apresenta ao leitor uma visão extremamente reflexiva e de alto valor filosófico sobre a natureza humana. Dessa obra é que surgiu o gênero da autobiografia.
    E por último, também intitulada Confissões, do Antropólogo Darcy Ribeiro, que foi concluída quarenta dias antes de sua morte, um relato repleto de humor e ironia, marcadamente de escrita coloquial, sobre a vida do autor, os casos curiosos da sua família e as suas ideias políticas. Uma obra densa sobre si mesmo e também sobre pontos importantes sobre a história do Brasil.
    Diante disso, nota se que a historia de vida de uma pessoa quando contada pela mesma, no caso, a autobiografia ou de acordo com (LEJEUNE, 1986 pag.15) ‘‘pacto autográfico’’parece trazer mais verdade, imbuída, de propriedade emocional de quem viveu em meio aos fatos narrados, enfim, é contada uma historia com o jeito, a verdadeira visão do personagem do enredo, desde é claro, que como diz fazer Darcy Ribeiro em sua autobiografia, “Sem nada tirar por vexame em mesquinhez nem nada acrescentar por todo orgulho’’.

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  44. A autobiografia destaca-se como
    um gênero literário que se caracteriza pelo
    seu estilo narrativo destinado a relatar a
    experiência de vida do seu autor. Trata-se
    de um texto geralmente escrito em prosa,
    onde o próprio autor é biografado por si
    mesmo. Sendo assim, o texto é formulado
    na primeira pessoa do singular,
    predominando sempre a voz de quem
    escreve, narra, reflete.De acordo com Philippe Lejeune, a autobiografia é uma “narrativa
    (récit) retrospectiva em prosa que uma pessoa real faz de sua própria
    existência enfatizando sua vida individual, em particular, a história de sua
    personalidade” (LEJEUNE, 1986, p.15)
    Análise crítica:Autobiografia é escrita pela pessoa biografada. Género literário que pode ser tanto em prosa como em verso, que consiste na narração da experiência vivencial do indivíduo, levada a cabo por ele próprio ou escrita com a ajuda de outro escritor. A autobiografia pode ter diferentes formatos, tais como: o diário, as memórias, ficcional e outros. Enfim, a autobiografia é a história da vida de uma pessoa, escrita por ela própria.

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  45. A alguns bons anos atrás esta eu na roça ,por uma das primeiras vezes,em sima de um tronco grande encostado em uma goiabeira onde estavam minhas primas todas mais velhas ,e eu não havia subido pois não tinha conseguido, em volta dessa goiabeira haviam o gado do meu avô a comer as goiabas caídas ,num dado momento uma de minhas primas disse que “mansinha “ a vaca que “pegava” estava atrás de mim pronta pra me chifrar ,quando ela disse isso não sei como eu já me vi em cima da goiabeira .Nâo me pergunte como, eu só sei que aprendi uma coisa ,além de subir em árvore é claro, aprendi que a necessidade faz a habilidade.

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  46. A autobiografia como diz Philippe é um genêro literário, narrado em primeira pessoa onde o autor relata fatos por el vividos no passado, no entato ele nos fala ainda que a hora de fazermos uma autobiografia não devemos faltar com a verdade, temos que agir com fidelidade, é um ato confessional, mas isso não quer dizer que quando formos fazer uma autobiografia temos que dizer tudo, pois todos temos alguns atos que devem ser omitidos.

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  47. A autobiografia como nos diz Philippe é um genêro literário, narrado em primeira pessoa do singular, ao fazermos uma autobiografia não devemos faltar com a verdade, devemos agir com fidelidade pois se não deixa de ser uma autobiografia, isso não quer dizer que a hora que fazermos uma autobiografia temos que contar tudo, pois temos atos que devem ser omitidos.

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  48. Não tenho muita boa memória mas lembro- me que não tive uma infância de muitas brincadeiras, mas sempre que podia eu me reunia com minhas primas para brincar, não gostava muito de bonecas, uma das minhas brindeiras preferidas era a amarelinha. Certo tempo eu tive que deixar de ser criança e passei a cuidar por um tempo da minha casa, quando a minha mãe foi acompanhar a minha avó no hospital, nessa época aprendi a cozinhar, passar e que tivesse de fazer nos deveres de uma casa. E com isso aprendi a convivência do que é viver longe da mãe. Tanto é que hoje eu moro em Montes Claros longe dos meus pais, pois tinha um grande objetivo que era engressar na faculdade.

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  49. isso nao era o que eu queria porra nenhuma !

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  50. Chega a ser interessante!!!!!

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Agradecida,
Profa. Generosa Souto