segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cantigas de Escárnio e Maldizer(ERA MEDIEVAL)

http://pt.wikisource.org/wiki/Categoria:Cantigas_de_esc%C3%A1rnio_e_maldizer

http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa/g_pdf/vol6/vol6_2.pdf

Esse tipo de cantiga procurava ridicularizar pessoas e costumes da época com produção satírica e maliciosa.

As cantigas de escárnio são críticas, utilizando de sarcasmo e ironia, feitas de modo indireto, algumas usam palavras de duplo sentido, para que, não entenda-se o sentido real.

As de maldizer utilizam uma linguagem mais vulgar, referindo-se diretamente a suas personagens, com agressividade e com duras palavras, que querem dizer mal e não haverá outro modo de interpretar.

Os temas centrais destas cantigas são as disputas políticas, as questões e ironias que os trovadores se lançam mutuamente.
Vej' eu as gentes andar revolvendo
e mudando aginh' os corações
do que põe entre sy as nações;
e já m'eu aquesto vou aprendendo
e ora cedo mais aprenderei:
a quen poser preito, mentir-lho-ei,
e assi irei melhor guarecendo.

Cá vej' eu ir melhor ao mentireiro
qu'ao que diz verdade ao seu amigo;
e por aquesto o jur'e o digo,
que já mais nunca seja verdadeiro,
mais mentirei e firmarei log' al:
a quem quero (i) bene, querrei-lhe mal,
e assi guarrei como cavaleiro.

Pois que me prez nen mha onrra non crece,
porque me quígi teer à verdade
vede-lo que farei, par car(i)dade
pois que vej'o o que m'assi acaece
mentirei ao amigo e ao senhor,
e poiará meu prez e meu valor
con mentira, pois con verdade dece. Tema: o desconcerto do mundo ou o mundo às avessas.
Assunto: a(s) injustiça(s) deste mundo (os desonestos são premiados e os honestos castigados);
o sujeito poético manifesta a firme intenção de mudar de atitude como se pode comprovar: "a quen puser preito, mentir-lho-ei", "mais mentirei e firmarei logo al", "querrei-lhe mal", "mentirei ao amigo e ao senhor".
Forma: cantiga de escárnio porque encerra uma crítica que não identifica os atingidos.
Valor documental:
reside no facto de a cantiga fornecer informações sobre a sociedade da Idade Média: ambiente social, moral e cultural.
"O que foi passar a serra" de Afonso X (CBN 494/CV 77)
O que foi passar a serra
e nom quis servir a terra
é ora, entrant'a guerra,
que faroneja?
Pois el agora tam muito erra,
maldito seja!

O que levou os dinheiros
é por nom ir nos primeiros
que faroneja?
Pois que vem cõnos prestumeiros
maldito seja!

O que filhou gram soldada
e nunca fez cavalgada,
é por nom ir a Graada
que faroneja?
Se é ric'omem ou á mesnada,
maldito seja!

O que meteu na taleiga
pouc'aver e muita meiga,
é por nom entrar na Veiga
que faroneja?
Pois chus mol (e) é que manteiga.
maldito seja! Tema: sátira política, decadência, traição.
Caracterização do objecto: covarde, ladrão, falta de honra.
Refrão:
conteúdo - oportunismo do cavaleiro/maldição do rei;
pontuação - interrogação e exclamação;
ritmo - versos curtos, intercalado com verso longo.
Forma: paralelismo anafórico que reforça a caracterização; estrofes singulares e monórrimas.
"Roi Queimado morreu com amor" de Pero Garcia Burgalês (CV 988/CBN 1380)
Roi Queimado morreu com amor
em seus cantares, par Santa Maria,
por uma dona que gran bem queria;
e, por se meter por mais trobador,
por que lh' ela non quiso bem fazer,
feze-s' el em seus cantares morrer,
mais resurgiu depois, ao tercer dia.

Este fez ele por uma sa senhor
que quer gram bem; e mais vos ém diria:
por que cuida que faz i mestria,
enos cantares que fez, á sabor
de morrer i e des i d' ar viver;
esto faz el, que x' o pode fazer,
mais outr' omem per rem nono faria.

e nom á já de sa morte pavor,
se nom, sa morte mais la temeria,
mais sabe bem, per sa sabedoria,
que viverá, des quando morto for;
e faz-s' em seu cantar morte prender,
des i ar vive: vedes que poder
que lhi Deus deu, - mais queno cuidaria!

E se mi Deus a mi desse poder
qual oj' el á, pois morrer, de viver,
ja mais morte nunca eu temeria. Tema:
cantiga de Escárnio; roi Queimado é atacado como trovador de pouca qualidade, e o amor cortês é ridicularizado.
Divisão em partes:
1ª. parte: 1ª. estrofe - roi Queimado para mostrar ser melhor trovador do que os outros e amar mais a sua dama morreu de amor por ela;
2ª. parte: 2ª. estrofe - ele fez isso porque acha que assim mostra mais engenho do que os outros trovadores;
3ª. parte: 3ª. estrofe - ele é como que um eleito de Deus, pois morreu e ressuscitou; o trovador também se lhe fosse dado esse poder não temeria a morte e ressuscitaria como ele;
em todo o poema há ironia e na terceira parte ridiculariza-se o amor cortês.
Forma:
cantiga de mestria com três estrofes (sétimas) e finda (terceto) que retoma a rima dos três últimos versos das estrofes (coblas) abbabbb, rima emparelhada e interpolada, toante e consoante, pobre e rica.
Sirventês literário: um trovador ridiculariza outro por se querer fazer melhor, há também a inveja a funcionar.
"Meu senhor arcebispo, and' eu escomungado," de Diego Pezelho (BV 1124/CBN 1959)
Meu senhor arcebispo, and' eu escomungado,
porque fiz lealdade; enganou-m'i o pecado.
Soltade m', ai, senhor,
e jurarei, mandado, que seja traedor.

Se traiçon fezesse, nunca vo-la diria;
mais, pois fiz lealdade, vel por Santa Maria,
Soltade m', ai, senhor,
e jurarei, mandado, que seja traedor.

Per mha malaventura tive um castelo em Sousa
e dei-o a seu don' e tenho que fiz gran cousa:
Soltade m', ai, senhor,
e jurarei, mandado, que seja traedor.

Per meus negros pecados, tive um castelo forte
e dei-o a seu don', e ei medo da morte.
Soltade m', ai, senhor,
e jurarei, mandado, que seja traedor. Tema: sátira popular contra os senhores que faltaram ao juramento de fidelidade a D. Sancho II e entregaram os castelos a D. Afonso III.
Assunto:
excomunhão por causa da entrega dos castelos.
Razão do pedido e sua coerência:
pede que lhe seja levantada a excomunhão pois se limitou a ser fiel ao seu rei, foi leal mas como os bispos foram traidores excomungaram-no pela sua lealdade.
Caracterização do protagonista:
caracteriza-se como traidor, prefere ser considerado como tal a ser excomungado e morrer em pecado; ao fazer este acto de contrição está, no fundo, a criticar o arcebispo (o clero) pela sua traição.
Forma:
cantiga de refrão aa CC; dísticos, refrão em dístico.
Valor documental:
documenta as lutas políticas, a traição dos alcaides, a corrupção do poder eclesiástico e da fidalguia militar.
Classificação da sátira:
maldizer - a pessoa satirizada é nomeada;
escárnio - a crítica é velada com humor - ironia.
"Ai, dona fea, foste-vos queixar" de Joam Garcia de Guilhade (CBN 1485/CV 1097)
Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louvo em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar;
dona fea, velha e sandia!

dona fea, se Deus mi pardom,
pois avedes atam gram coraçom
que vos eu loe, em esta razom
vos quero ja loar toda via;
e vedes qual sera a loaçom:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei
em meu trobar, pero muito trobei;
mais ora ja um bom cantar farei;
em que vos loarei toda via;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia! Tema: paródia de louvor da dama, característico das cantigas de amor.
Assunto:
a dama queixava-se de nunca ser louvada pelo trovador, ele, ao saber disso, decide fazer-lhe um cantar mas que a ridiculariza em vez de louvar.
Recursos estilísticos:
apóstrofe: "D. Fea";
hipérbole: "mais ora quero fazer um cantar/em que vos loarei toda via";
o refrão com uma gradação ternária e um ritmo ascendente "dona fea, velha e sandia!"; termina cada uma das estrofes, insultando a dama, gritando-lhe, como num coro trágico, como num eco que nunca se calará.
Forma:
paralelismo semântico (4º. e 5º. versos de cada estrofe) e estrutural (4º. verso e refrão);
cantiga de refrão, AAABAC, quintilhas c/ refrão monóstico; cantiga de escárnio;
Sirventês pessoal.

36 comentários:

  1. As cantigas de escárnio e de maldizer fazem parte do gênero satírico. As cantigas desse gênero apresentam interesses sobretudo histórico, e reporta à vida social, principalmente da corte. Essas cantigas ridicularizam a certos fatos políticos através de reações públicas, denunciam detalhes da vida íntima da aristocracia, dos trovadores, etc.Enquanto as cantigas de escárnio utilizam a ironia e o equívoco para realizar mais indiretamente essas zombarias, as cantigas de maldizer são sátiras diretas, em que se utilizam de palavrões e de uma linguagem mais chula. Dessa forma, nas cantigas de escárnio estão presentes a zombaria, o menosprezo, o desprezo, etc. Já nas cantigas de maldizer há a presença da maledicência e da difamação

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  2. Cantigas de Escárnio e Maldizer

    Produção maliciosa com o intuito de criticar e denunciar a sociedade medieval com seus costumes, os temas políticos e, ás vezes, temas religiosos, a as Cantigas de Escárnio, críticas, inônicas e sarcáticas faziam uso de uma linguagem ambigua. Já as Cantigas de Maldizer, denunciavam os mesmos temas, contudo, com sua linguagem direta, não deixava dúvidas quanto ao que dizia, seu significado era explicíto.

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  3. As cantigas de escárnio e maldizer são um gênero de poesia da Idade Média. Fazem parte do período literário chamado Trovadorismo. A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do trovador. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e menestréis.

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  4. As cantigas de escárnio e maldizer fazem parte do período literário chamado Trovadorismo.
    A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do eu-lirico. Apesar de parecidas, as cantigas possuem muitos pontos diferentes.
    As cantigas de escárnio, por exemplo, utilizam sátiras indiretas para atingir a pessoa satirizada. Desta maneira, fazem o uso de ironias e expressões de duplo sentido, objetivando nunca ser identificado.
    Já as cantigas de maldizer são bem mais diretas, chegando a identificar a pessoa satirizada, em alguns casos. Ocorre o uso de expressões de baixo calão, com a clara intenção de difamar o satirizado.

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  5. As cantigas de escárnio e maldizer me chamam muito a atenção, especialmente pelo fato de desvalorizarem, ridicularizarem alguém (ou algo), uma vez que estão acopladas no gênero satírico.
    É interessante ressaltar que, enquanto as cantigas de maldizer relata o nome do ser a ser tratado (ou o identifica de alguma forma), as de escárnio se utilizam da hironia, não trazem o nome à tona.
    O mais interessante, talvez, é que tais cantigas podem ser tomadas como uma forma de "denúncia", uma vez que abordam temas polêmicos, como adultério, política, etc...

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  6. Legal a abertura para novas ideias sobre as cantigas de escárnio e maldizer, a partir daí, as músicas ganharam nova interface e movimentam milhares de pessoas, que utilizam composições com estilo medieval para "zombarem" da sociedade.
    As expressões utilizadas podem ser associadas às cantigas da época do medievalismo.

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  17. AMANDA OLIVEIRA 4º PERIODE LETRAS PORTUGUES:

    É interessante pensarmos nas cantigas de escarnio e maldizer do periodo do trovadorismo uma vez que elas se preocupavam em ridicularizar, criticar a sociedae medieval. Aclopadas ao genero satirico as cantigas de escarnio primam pela ironia e criticam indiretamente essa sociedade. Ja a de maldizer usam palavroes que afetam diretamente as relaçoes publicas, a politica , a sociedade.

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  18. Fazendo uma análise das cantigas de escárnio e maldizer,percebe-se que se trata de músicas do gênero sátirico e os temas são contruídos em torno de assuntos muito polêmicos.
    Nas cantigas de maldizer nota-se a presença do nome da pessoa ridicularizada,enquanto nas cantigas de escárnio as sátiras são indiretas,ou seja,o nome da pessoa satirizada não aparece na música.
    É notável que os temas prediletos no medievo são:o adúlterio,amores interesseiros e amores ilícitos,já na modernidade os temas prediletos são construídos em torno de assuntos políticos e sociais e as vezes até religiosos.
    Em síntese, observa-se que em ambas cantigas o vocabulário utilizado é com o intuíto de zombar,desprezar,difamar e ridicularizar o outro.

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  19. As cantigas de maldizer tinham o intuito de ridicularizar tanto pessoas como costumes através de produções satíricas, maliciosas e ironicas.AS críticas eram produzidas por meio de uma linguegem explícita, direta, o que a diferencia das cantigas de escárnio que possuia os mesmos assuntos , porém com uma linguagem ambuígua, sem deixar evidente de quem ou sobre o que exatamente se fala.Diferentemente das cantigas de amor e de amigo, as cantigas de escárnio e maldizer utilizam uma linguagem vulgar e agressiva para tratar de temas sociais e até mesmo de relacionamentos.O que me chamou a atenção foi o fato dessas cantiga serem produzidas na Idade Média e repercutirem de forma significativa ainda hoje.

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  20. As cantigas de escárnio, são críticas indiretas e irônicas, que utizam de palavras de duplo sentido para atacar a pessoa irônizada. Já as cantigas de maldizer são criticas diretas,que citam o nome da pessoa ironizada. Utiliza- se de uma linguagem vulgar, chula. Os temas preferidos destas cantiga,são o adultério, política, amor proibido e amor ilícito.

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  21. As cantigas satíricas apresentam em suas composições a outra face da vida social, principalmente da corte. Faz referência a certos fatos políticos e religiosos, a amores proibidos ou interesseiros, a traição; revelam detalhes da vida íntima da aristocracia, dos trovadores e dos jograis, levando ao público as intrigas e os vícios ocultos da nobreza medieval portuguesa. A linguagem utilizada nestas cantigas faz uso de expressões de baixo calão, com intenção de difamar o satirizado, chegando a identificar a pessoa satirizada (cantigas de maldizer). Também a sátira pode se construir indiretamente, por meio de ironia e sarcasmo, usando “palavra coberta”, que haja dois entendimentos (cantigas de escárnio).

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  22. As cantigas de escárnio e maldizer, me chamaram atenção por serem sátiras indiretas ou diretas, que apesar da época em eram compostas tinham como intuito,ridicularizar e desmoralizar algo ou alguém.Sendo cantigas que na maioria das vezes foram proibidas de chegar até o conhecimento do publico,pois expressavam a indignação da sociedade o governo ou de alguém com um ser próximo.

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  23. Analisando o artigo apresentado, tive uma visão mais clara sobre as características de cada cantiga. O artigo apresentou de uma maneira objetiva os pontos em comum das duas cantigas mas também suas principais diferenças. Observando as semelhanças, percebi que ambas procuram ridicularizar pessoas ou costumes da época, porém de maneiras diferentes. Enquanto as cantigas de escárnio criticam de forma irônica, indireta utilizando de palavras de duplo sentido para que não se entenda claramente o que realmente quer dizer, as cantigas de maldizer criticam de forma mais direta, utilizando uma linguagem mais vulgar e de maneira até agressiva .
    Ao fazer a leitura das cantigas apresentadas, fiquei surpresa como mesmo diante de uma texto com palavras desconhecidas as , deu para perceber o tema e o assunto que foram apresentados no final da cantiga, pois um mundo às avessas onde impera vários tipos de injustiças é lugar comum nos dias de hoje.

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  24. Cantigas de Escárnio e Maldizer (ERA MEDIEVAL)

    A produção poética medieval portuguesa pode ser agrupada em dois gêneros; O gênero lírico, em que o Amor é a temática predominante, são as cantigas de amor e cantigas de amigos, e o gênero satírico em que o objetivo é criticar alguém que ridiculariza a pessoa (ou destinatário) de forma sutil ou grosseira, a este gênero pertence as cantigas de Maldizer. Nas cantigas de escárnio a crítica é feita de forma sutil e bem humorada, indireta e irônica (sem revelar o nome do destinatário) enquanto nas cantigas de Maldizer a sátira é feita de forma direta( revela o nome do destinatário. È importante ressaltar que há o uso de palavras grosseiras ( palavrões) com intenção de ofender a pessoa satirizada.

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  25. Esses dois tipos de cantigas: Escárnio e Maldizer podem nos confundir, pois, possuem praticamente o mesmo objetivo.Porém essa confusão pode ser desfeita rapidamente, se levarmos em consideração algumas diferenças importantes entre ambas.Enquanto a de escárnio faz uma crítica indireta, utilizando-se de ironias, ambiguidades, a de maldizer é uma crítica mais direta, utiliza-se de palavras de baixo calão (palavrões), de uma malícia mais audaciosa e ás vezes até cita o nome do criticado ou a profissão.
    Enfim, são cantigas parecidas, mas que não são de difícil distinção.

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  26. ESTUDAR SOBRE AS CANTIGAS DE ESCÁRNIO E A DE MALDIZER CHAMOU MUITO A MINHA ATENÇÃO, UMA VEZ OS TROVADORES AO CONTRUÍ-LAS USARAM DE MEIOS POÉTICOS PARA SATIRIZAR A SITUAÇÃO POLÍTICA VIVIDA NA ÉPOCA , E QUE EM MUITAS VEZES NÃO ERA PERMITIDO CRITICA-LA

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  27. As cantigas de escárnio e maldizer são criticas e sátiras que tratam da vida social da corte, fatos políticos, detalhes da vida íntima da aristocracia, dos trovadores e dos jograis. As cantigas de escárnio utilizam o equívoco e a ironia, são sátiras indiretas; as cantigas de maldizer são diretas, sem equívocos, utilizam palavrões e xingamentos, sua intenção é difamatória.

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  28. As cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer não eram, necessariamente, canções de protesto; mas, sim, canções de cunho humorístico, já que se buscava, normalmente, parodiar as cantigas de amor, ironizar o clero, as classes abastadas da sociedade, bem como a miséria. Tudo isso permeado por uma linguagem obscena e livre das convenções formais. Geralmente, eram os jograis responsáveis pela propagação das cantigas satíricas. Estes pertenciam a classes ditas marginais na sociedade e, muitas vezes, cantavam em paga do seu trabalho artístico. Entretanto, não eram apenas os jograis que compunham esse tipo de cantiga; mas também os fidalgos trovadores. Suas características são:
    - Cantiga de escárnio: E uma sátira que critica indiretamente o sistema ou alguém.
    - Cantiga de Maldizer: È uma sátira que critica direta e violentamente o sistema ou alguém.

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  29. as cantigas de maldizer e escárnio eram sátiras e críticas que tratam da vida social das pessoas que eram da corte.
    usava-se de muita ironia nas cantigas de escárnio e as críticas eram indiretas.
    já nas cantigas de maldizer,usava-se palavrões, xingamentos e as críticas eram diretas.

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  30. As cantigas de escarnio e maldizer eram sátiras diretas e/ou indiretas, direcionadas ao lado humorístico e geralmente tratavam de assuntos ocorridos na epoca da sua escrita, ridiclarizando pessoas ou os fatos aos quais se referiam. Algumas cantigas de maldizer utilizavan inclusive de palavrões, ofensas pesadas, entre outras coisas. As cantigas de escarnio eram, nesse ponto, diferentes das de maldizer, pelo fato de não se dirigir diretamente à pessoa que se desejava ofender e também por não utilizar das mesmas caracteristicas das cantigas de maldizer.

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  31. São exempos de cantigas satíricas os textos acima. Estas foram, no período medieval, a arte escrita usada para criticar a sociedade daquela época, como na política, os padres que não se comportavam de acordo com os valores pregados pela Igreja, as mulheres de má reputação, casamentos interesseiros e outros.

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  32. As cantigas de escárnio e maldizer fazem parte de um gênero que satirizava a vida social, costumes entre outros aspectos da época conhecida como Medieval. Tais cantigas tinha como objetivo por em evidência o que a população vivenciava. A cantiga de escárnio baseia-se em ironias indiretas, principalmente dirigidas a corte. Já a cantiga de maldizer utiliza-se de zombarias diretas, chegando até a apresentar palavrões para atingir a pessoa a quem o eu-lírico se dirigia. Em ambas as cantigas havia a preocupação de relatar e/ou denunciar os valores vigentes.

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  33. As cantigas de escárnio e de maldizer são cantigas que satiirizam, fazem críticas às pessoas, a vida social e aos costumes da época. As cantigas de maldizer satirizam de forma direta, falando ou não o nome das pessoas criticadas, usando muitas vezes palavras de baixo calão. Já as cantigas de escárnio, utilzam também o sarcasmo, no entanto, de forma indireta, sem citar o nome da pessoa ridicularizada, utilizando muitas vezes palavras de duplo sentido, para que não se saiba o sentido real, aquilo que realmente se quer falar.

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  34. As cantigas de escárnio e de maldizer são sátiras que fazem crítica a algo ou a algém de forma direta(maldizer)ou indireta(escárnio) na época medieval.
    Essas cantigas eram importantes pois era uma foma da sociedade se expressar, além de que elas contribuiam para o aprimoramento da língua literária através dos jogos de palavras e ambiguidades que utilizava.
    Essas críticas eram irônicas e em muitos casos bem humoradas à cerca de temas como corrupção, adultério, roubos,etc.

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  35. As cantigas de escárnio e maldizer são um gênero de poesia da Idade Média e fazem parte do período literário chamado Trovadorismo. Vale ressaltar que, as cantigas de escárnio utilizam sátiras indiretas para atingir a pessoa satirizada, através de ironias e expressões de duplo sentido, porém a pessoa satirizada não é identificada. Já as cantigas de maldizer são mais diretas, onde identificaa a pessoa satirizada, e é usado nestas cantigas expressões de baixo calão com a intenção de difamar .

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