sábado, 7 de maio de 2011

Bruna Lopes Godinho

Crônica

1. O que fazia el-Rei enquanto os dois homens eram assassinados? Justifique sua resposta com uma passagem do texto.
El-Rei comia enquanto via os assassinos serem mortos. Confira no seguinte trecho:
“... ca mandou tirar o coraçom pelos peitos a Pero Coelho, e Alvaro Gonçalvez pelas espadoas; e quaaes palavras ouve, e aquel que lho tirava que tal oficio avia pouco em costuma, seeria bem doorida cousa douvir;enfim mandoulhos queimar; e todo feito ante os paaços onde el pousavava, de guisa que comendo oolhava quanto mandava fazer...”

2. Cite e comente uma característica de Fernão Lopes presente no texto.
Fernão Lopes é um artista realista que arranca as mascaras e os mantos enganadores para mostrar o real, o verdadeiro.

3. Observe que no texto aparecem as palavras Coelho (substantivo próprio) e coelho (substantivo comum). Explique o significado de cada uma.
Quando sita coelho com substantivo próprio o autor faz referencia ao sobrenome do assassino, já o substantivo comum coelho o autor usa para mostrar como o homem foi tratado como um bicho que iria ser morto e comido.

4. Você concorda com a crítica que Fernão Lopes faz aos reis nas últimas linhas do texto? Por quê?
Sim, pois o autor nos mostra as verdadeiras faces das realezas e suas mentiras fazendo-nos assim perceber o que é verdadeiro e o que é enganador.
A propósito dos textos

1. Os dois textos apresentados caracterizam-se por uma melodia bem própria aos temas tratados. Os poetas (notadamente o autor do texto 1) trabalham o ritmo das palavras, a rima, a métrica. Faça a contagem de sílabas poéticas dos primeiros versos de cada texto. Qual a métrica utilizada?
A métrica utilizada pelo autor é heptassilabica, ou seja, sete silabas poéticas.

2. Você diria que o texto 1, por sua temática, aproxima-se mais das cantigas de amigo ou das de amor? Justifique.
Analisando a canção podemos perceber que se trata de uma canção de amor pois nos mostra claramente a predominância da voz masculina que sofre por partir e deixar a amada.

3. Nas cantigas do Cancioneiro geral há uma constante que chama a atenção do leitor: os olhos do home apaixonado. Nos dois textos apresentados, qual o significado dos “olhos”, o que eles representam qual o papel desempenhado pelos “olhos” em relação ao sofrimento amoroso?
Os olhos representam o sofrimento e a saudade do homem em relação a amada e em relação ao sofrimento amoroso eles representam a lembrança que se leva a saudade ao lembrar a imagem da amada.

4. Explique o verso “língua que me condenasse” dentro do contexto da cantiga de Francisco de Sousa (texto2).
O verso vem nos mostrar que a língua condena o homem, sendo assim é melhor o homem ser mudo do que falar algo que o condene.

EXERCÍCIO: a propósito do texto

1. Comente as figuras de Todo o Mundo e Ninguém, caracterizando-as.
Todo mundo é um personagem ambicioso, mentiroso, que de tudo que é mau se quer. Ninguém é um personagem humilde, verdadeiro e que busca o melhor e faz o que é bom.

2. Comente as falas de Berzebu. O que elas representam?
Berzebu usa suas falas para nos mostrar os dois lados o bom e o ruim.

3. Qual a postura de Berzebu e de Dinato? São passivos ou ativos? O que pretende Gil Vicente com isso?
Berzebu e Dinato observam e escrevem sobre ninguém e todo o mundo, são ativos tem um ponto de vista. Mostrar a realidade humana através da ficção do teatro que acaba sendo real.

4. Destaque dois aspectos formais do texto e comente-os.
“...todo mundo quer o paraíso e ninguém paga o que deve...” Para obter um lugar no paraíso é preciso fazer algumas coisas simples que ao fazê-las ganharemos o paraíso.

5. Você concorda com a fala de Berzebu: “Que Ninguém busca consciência e Todo o Mundo dinheiro”? Por quê?
Sim concordo, porque as pessoas estão numa busca incansável pelos bens materiais e esquecem do que é mais relevante que é estar bem e com consciência daquilo que se faz.


Exercícios e testes

1. “Se outros porventura em esta crônica buscam formosura e novidade de palavras, e não a certeza das histórias, desprazer-lhe-á nosso razoado...
Que lugar nos ficaria para a formosura e novidade de palavras, pois todo nosso cuidado em isto desprendido não basta para ordenar a nua verdade?”
Qual o autor das palavras acima? Que característica de sua obra podemos inferir do texto apresentado?
O autor do trecho é Fernão Lopes, podemos observar o compromisso com a verdade, o mostrar aquilo que se tem com clareza que é característica marcante da sua obra.

2. “O tipo mais insistentemente observado e satirizado é o clérigo, e especialmente o frade. Trata-se de fato de uma classe numerosíssima, presente em todos os setores da sociedade portuguesa, na corte e no povo, na cidade e na aldeia.”
O texto crítico refere-se a qual autor? Além do frade, cite outro tipo humano satirizado pelo autor em questão.
Trata-se do autor Gil Vicente. Ele satiriza também o sapateiro, o judeu, parvo alcoviteira, corregedor etc.

3. Cantiga
“S’obedecera a razam
e resistira a vontade,
eu vivera em liberdade
e nam tivera paixam.

Mas, quando já quis olhar
s’em algum erro caíra,
achei ser tudo mentira,
s’a isto chamam errar:
que, seguir sempre razam
e nam mil vezes vontade,
é negar sensualidade,
cujo é o caraçam.”
(Duarte de Resende)
(razam = razão; nam = não; paixam = paixão; coraçam = coração)

a) Faça a contagem das sílabas poéticas da primeira estrofe.
“S’o-be-de-ce-ra a- ra-Zam
e- re-sis-ti-ra a- von-Ta
eu- vi-vera –em- li-ber-Da
e-nam- ti-ve-ra- pai-Xam
O autor usa sete silabas poéticas, versos heptassilábicos.

b) Qual o esquema de rima utilizado pelo poeta?
O poeta usa rimas interpoladas.

c) Dê um sinônimo de vontade.
Desejo.

d) No texto, o poeta coloca uma oposição fundamental que vai caracterizar a poesia amorosa dos séculos seguintes. Comente-a.
No texto o autor coloca a questão da razão e da vontade dentro do relacionamento amoroso presente na poesia, fala através desses dois sentimentos que são responsáveis pelos casos e descasos em uma relação.

4.Seu teatro caracteriza-se, antes de tudo, por ser primitivo, rudimentar e popular, muito embora tenha surgido e tenha se desenvolvido no ambiente da Corte, para servir de entretenimento nos animados serões oferecidos pelo Rei. Entre suas obras destacam-se Monólogo do Vaqueiro, Floresta de Enganos, O Velho da Horta, Quem tem farelos?. Trata-se de:

c) Gil Vicente

5. Conquanto fizesse uma profissão de fé profissional no prólogo à Crônica del - Rei D. João, afirmando não reservar para o seu labor historiográfico um lugar para a ‘fremosura e afeitamento das palavras’, a preocupação estética é evidente...” O texto refere -se a:

b) Fernão Lopes


Texto para as questões 6 e 7:
“Todo o mundo: - Folgo muito d’enganar
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: - Eu sempre verdade digo.
Sem nunca me desviar.
(Berzebu para Dinato)
Berzebu: - Ora, escreve lá, compadre,
Não sejas tu preguiçoso!
Dinato: - Quê?
Berzebu: - Que Todo o Mundo é mentiroso.
E Ninguém diz a verdade.
(Auto da Lusitânia – Gil Vicente)


6 -No texto, Todo o Mundo e Ninguém constituem tipos:
b)alegorico


7 -O texto afirma que:

e) Todo o Mundo é mentiroso.

8 - Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:
a) Compositor de caráter sacro e satírico

9 - Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente
c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média.


10. Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente:

e) aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.

11. Caracteriza o teatro de Gil Vicente:

e) a busca dos conceitos universais

12. Leia as três afirmações abaixo a respeito da Farsa de Inês Pereira.

I – Pode ser colocada como representante do teatro de costumes vicentinos
II – Encaixa-se na tradição da farsa medieval sobre adultério feminino desenvolvida por Gil Vicente.
III – Inês Pereira é uma moça que vive na vila e pretende subir de condição

e) Apenas II e III estão corretas.

13. Vem o Anjo Custódio com a Alma e diz:

Anjo
Alma humana formada
De nenhuma cousa, feita
Mui preciosa,
De corrupção separada,
E esmaltada
Naquella frágoa perfeita
Gloriosa;
Planta neste valle posta
Pera dar celestes flores
Olorosas,
E pera serdes tresposta
Em a alta costa
Onde se crião primores
Mais que rosas;
Planta sois e caminheira,
Que ainda que estais, vos is
Donde viestes.
Vossa pátria verdadeira
He ser verdadeira
Da glória que conseguis:
Andae prestes”.

O texto acima transcrito pertence ao autor teatral de maior destaque na literatura portuguesa. Pelo próprio texto se pode identificar a época em que foi escrito. Assim, assinale, em uma das alternativas, a relação época-autor a que o texto pertence:

a) teatro medieval – Gil Vicente


14. Leia o poema:
“Coração, já repousavas,
já não tinhas sojeição,
já vivias, já folgavas;
pois por que te sojugavas
outra vez, meu coração?

Sofre, pois te não sofreste
na vida que já vivias;
sofre, pois te tu perdeste
como t’outra vez perdias!

Sofre, pois já livre estavas
e quiseste sojeição;
sofre, pois te não lembravas
das dores de qu’escapavas;
sofre, sofre coração!”

A literatura portuguesa é fértil em obras onde se reúnem composições poéticas de diversos autores, obras a que normalmente se dá o nome geral de cancioneiros. E é através deles que se pode ter uma idéia exata da evolução da poesia nos primeiros quatro séculos de literatura peninsular, nomeadamente da passagem da poesia trovadoresca, com seus cenários simples e seu universo rural, para a poesia palaciana, que nos mostra jogos verbais e conceptuais mais elaborados.
A composição acima transcrita é de um cancioneiro famoso, publicado em 1516.
Assinale nas alternativas abaixo indicadas, o cancioneiro a que pertence a:

e) Cancioneiro geral de Garcia de Resende

15. Atente-se para o texto:
“Então se despediu da Rainha, e tomou o Conde pela mão, e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante, e os do Mestre todos com ele, e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. E chegando-se para o Mestre com o Conde acerca duma fresta, sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo, e estiveram todos quedos. E as palavras foram entre eles tão poucas, e tão baixo ditas, que nenhum por então entendeu quejandas eram. Porém afirmam que foram desta guisa:
- Conde, eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria, e trabalhardes-vos de minha desonra e morte!
- Eu, Senhor? disse ele. Quem vos tal cousa disse, men-tiu-vos mui grã mentira.
O Mestre, que mais tinha vontade de o matar, que de estar com ele em razões, tirou logo um cutelo comprido e envi-ou-lhe um golpe à cabeça; porém não foi a ferida tamanha que dela morrera, se mais não houvera.
Os outros todos, que estavam de arredor, quando viram isto, lançaram logo as espadas fora, para lhe dar; e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha, com aquela ferida; e Rui Pereira, que era mais acerca, meteu um estoque de armas por ele, de que logo caiu em terra morto.
Os outros quiseram-lhe dar mais feridas, e o Mestre disse que estivessem quedos, e nenhum foi ousado de lhe mais dar.”
O texto transcrito acima é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D. João I.
As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem re-produzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemu-nhada. Por outro lado, é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade.
Nestes termos, assinale, nas alternativas abaixo indicadas, a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D. João I

c) Utilização de uma linguagem elevada, de acordo com a repro-dução dos fatos históricos.

16. (UM-SP) Assinale a alternativa incorreta a respeito da obra de Gil Vicente.

e) Aprofunda-se nos valores clássicos, seguindo rigidamente os padrões do teatro grego.

Um comentário:

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Agradecida,
Profa. Generosa Souto